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domingo, 31 de agosto de 2014

Entenda os motivos para o aumento de 800% no uso de Ritalina no país

Medicamento é usado para tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

11/08/2014 | 21h15
Entenda os motivos para o aumento de 800% no uso de Ritalina no país Emílio Pedroso/Agencia RBS
Na última década, a importação e a produção do medicamento também cresceram 373% no País Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS
Em dez anos, o uso de metilfenidato — o princípio ativo da Ritalina, nome comercial — cresceu 775% no país, passando de 94 kg consumidos em 2003 para 875 kg em 2012. Já a importação e a produção da substância, indicada para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), cresceram 373%, passando de 122 kg em 2003 para 578 kg em 2012.

Leia todas as últimas notícias de Zero HoraOs dados são de uma pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), realizada pela psicóloga Denise Barros, que compilou as informações dos relatórios anuais sobre substâncias psicotrópicas da Junta Internacional de Controle de Narcóticos, órgão vinculado às Nações Unidas.

O que é Ritalina?
Ritalina é um medicamento que modifica a função cerebral e aumenta a disponibilidade de dopamina, neurotransmissor responsável por muitas funções do comportamento humano, como, por exemplo, o humor, o prazer e o controle dos impulsos. Hoje, a substância é usada essencialmente para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Conforme o professor Claiton Henrique Dotto Bau, orientador dos Programas de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular e em Ciências Médicas: Psiquiatria da UFRGS e membro do Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade (ProDAH) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, os sintomas do transtorno são desatenção, a dificuldade de manter o foco e a concentração nas atividades, e a hiperatividade, manifestada pela inquietude e impaciência. O TDAH é diagnosticado por psiquiatras, em avaliações psiquiátricas.

Por que o uso do medicamento aumentou no país?
O acesso à informação se tornou muito grande e, com isso, as pessoas começaram a conhecer o TDAH e se identificar com os sintomas, procurando tratamento, conforme o professor Claiton Henrique Dotto Bau. As pesquisas mostram que 5% das crianças e adolescentes do mundo possuem o transtorno, enquanto o índice nos adultos varia entre 2,5% e 4%. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, afirma que, apesar da alta no consumo, ainda há milhares de brasileiros com TDAH sem tratamento. Um estudo publicado em 2012 na Revista Brasileira de Psiquiatria apontou que apenas 19% dos brasileiros com TDAH fazem o tratamento com medicação. No entanto, algumas pessoas também ingerem o medicamento para fazer provas ou estudar para concursos, o que é um uso indevido.

O que este aumento significa?
Para o psiquiatra Maurício Marx, o aumento significativo do uso do medicamento mostra que há “excesso de diagnóstico”, favorecido pelo estilo de vida moderno, pois as pessoas apresentavam sintomas parecidos ao do transtorno devido ao excesso de demanda à atenção. Já a psicóloga Simone Bampi, conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRP-RS), afirma que o crescimento do uso de Ritalina preocupa, pois está relacionada com a “medicalização da educação”, dada a incidência de crianças e adolescentes sendo “excessivamente medicalizados” para aumentar o rendimento escolar e para se adequar aos padrões de produção e comportamento. Segundo ela, o fato de a criança não aprender ou não se comportar em sala de aula é relacionado a alguma doença, mas a simplificação de diagnóstico não permite refletir sobre o contexto no qual a criança está inserida. Os diagnósticos que são apresentados como rótulos podem ser claramente nocivos para o desenvolvimento psíquico de uma criança, conforme Simone.

O que poderia ser uma alternativa para o uso de Ritalina?
Quando o TDAH é diagnosticado corretamente, o tratamento mais comum é com metilfenidato, mas existem outros medicamentos que também podem ser usados, como a bupropiona, um antidepressivo, segundo o psiquiatra Maurício Marx. Em alguns casos, quando o transtorno é mais leve, ele pode ser tratado sem medicamentos, com a psicoterapia. No caso das crianças, a psicóloga Simone Bampi afirma que, além da psicoterapia, é preciso orientar a escola e a família.
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/08/entenda-os-motivos-para-o-aumento-de-800-no-uso-de-ritalina-no-pais-4572982.html

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

          Este estudo está sendo realizado, com a finalidade de compreender a hiperatividade e orientar-nos enquanto educadoras a cerca do desenvolvimento da aprendizagem da criança portadora deste transtorno, pois é alarmante o número elevado de crianças e adolescentes que vem apresentando estes sintomas em nossa sociedade.
             Entendemos que, na atual conjuntura da sociedade há fatores familiares, culturais e biológicos entre outros que interferem no desenvolvimento da criança e do adolescente, e que se refletem diretamente na escola, e conseqüentemente na sala de aula. Muitas vezes, ao trabalhar com crianças em sala de aula, encontramos dificuldades em desenvolver as atividades devido ao seu comportamento e a falta de conhecimento do educador faz com que classifiquemos todos da mesma forma: ou são hiperativos, ou desobedientes e indisciplinados.
            Espera-se que este estudo sirva de orientação para distinguir a hiperatividade da falta de limite, porém deve-se ter muito cuidado, pois a linha que separa essas duas situações é muito tênue, deixando assim pais e professores aflitos quanto ao desenvolvimento do trabalho com crianças portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH.

2 CONCEITUANDO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE/TDAH
     
              Para compreendermos o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, primeiramente é necessário esclarecer a diferença entre o conceito de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção. Muitas crianças são portadoras de TDAH, mas nem sempre a criança desatenta pode ser considerada hiperativa, embora as crianças hiperativas, geralmente apresentem déficit de atenção. Gerber apud Silva (2003), entende a distrabilidade, a Impulsividade e a hiperatividade da seguinte forma:

2.1 DISTRABILIDADE - muitas crianças que apresentam distúrbio de déficit de atenção (ADD), juntamente com distúrbio de aprendizagem parecem ter uma extensão de atenção curta; ou seja, sua habilidade de concentração é limitada em duração. Uma habilidade reduzida para focalizar estímulos relevantes a tarefas externas ou para mudar, flexivelmente, entre o processamento interno e externo é vista como devastadora para a concentração e a aprendizagem (RUDEL, 1988).

2.2 IMPULSIVIDADE - a impulsividade é um padrão de resposta excessivamente rápida na ausência do processamento adequado de informações ou monitoração de adequação, ou precisão.
2.3 HIPERATIVIDADE – A natureza e a etiologia dos distúrbios de atenção e, mais especificamente, hiperatividade, foram assuntos de debate no decorrer das duas a três últimas décadas. Na perspectiva médica a hiperatividade foi considerada como sintoma de prejuízo neurológico (DENCLA, 1972).

            Através de estudos e pesquisas tem se atribuído várias siglas e denominações para referir-se ao Distúrbio de Déficit de Atenção. Em um número recente da Atenttion, revista americana do CHADD, uma associação de DDAS e simpatizantes, foi sugerido que de agora em diante, se utilizasse a sigla DA/HI quando estiverem discutindo sobre o Distúrbio do Déficit de Atenção com hiperatividade-impulsividade, enquanto DDA será usado o distúrbio com características predominante desatentivas.
            Na visão de Silva, 2003. o DDA é um trio de respeito: distração, impulsividade e hiperatividade. O comportamento DDA nasce do que se chama trio de base alterada. E a partir desse trio de sintomas – formado por alterações de atenção, impulsividade e da velocidade da atividade física e mental – que irá se desvendar todo o universo DDA, que, muitas vezes, oscila entre o universo da plenitude criativa e o da exaustão de um cérebro que não para nunca.

3 POSSÍVEIS CAUSAS DO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE.
          
            Na visão de alguns autores sobre as possíveis causas do Distúrbio de Déficit de Atenção e Hiperatividade, sabendo-se que, esse distúrbio ainda está sendo pesquisado, pois há muitos questionamentos que não tem uma resposta definida. Para Goldstein (2000), a hiperatividade tem como as principais causas:

- traumas durante o parto- distúrbios clínicos;
- distúrbios convulsivos;
- efeitos colaterais de medicamentos;
- dieta alimentar;
- chumbo;
- infecções de ouvido;
- hereditariedade;
- lesões cerebrais.

          A hereditariedade é a causa mais freqüente de hiperatividade, podendo assim ser compreendida como resultante de uma disfunção do centro de atenção do cérebro que impede que a criança se concentre e controle o nível de atividade, as emoções e o planejamento. O comportamento hiperativo, portanto, pode ser encarado como um mau funcionamento desse centro de atenção, acarretando problemas de desempenho. Alguns autores concordam em parte, porém, pesquisas recentes constataram que o Distúrbio de Déficit de Atenção, trata-se de uma disfunção e não de uma lesão cerebral como anteriormente se pensava. Segundo Silva (2003), os diversos fatores que estão envolvidos no funcionamento do cérebro DDA, são:

- fatores genético
- alterações estruturais e funcionais no DDA;
- fatores ambientais (externos);
- visão multifatorial.

4 CARACTERÍSTICAS DO TDA/H

            Existem algumas características básicas que, segundo Rhode e Benczik (1999), são: desatenção, agitação (ou hiperatividade) e impulsividade. Pode levar a dificuldades emocionais, de relacionamento familiar e social, bem como a um baixo desempenho escolar. Muitas vezes é acompanhado de outros problemas de saúde mental.

4.1 SINTOMAS DA DESATENÇÃO

a) não prestar atenção a detalhes ou cometer berros por descuido;
b) ter dificuldade para concentrar-se em tarefas e/ou jogos;
c) não prestar atenção ao que lhe é dito (“estar no mundo da lua”)
d) ter dificuldade em seguir regras e/ou não terminar o que começa;
e) ser desorganizado com as tarefas e materiais;
f) evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;
g) perder coisas importantes;
h) distrair-se facilmente com coisas que não tem nada a ver com o que está fazendo;
I) esquecer compromissos e tarefas.

4.2 SINTOMAS QUE FAZEM PARTE DO GRUPO DE HIPERATIVIDADE/IMPULSIVIDADE

a) ficar remexendo mão e/ou pés quando sentado;
b) não parar sentado por muito tempo;
c) pular, correr excessivamente em situações inadequadas ou ter uma sensação interna de inquietude (ter
    bicho carpinteiro por dentro)
d) ser muito barulhento para jogar ou divertir-se;
e) Ser muito agitado (“a mil por hora” ou “um foguete”);
f) falar demais;
g) responder às perguntas antes de terem sido terminadas;
h) ter dificuldade de esperar a vez;
i) intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.

5 ALGUMAS ORIENTAÇÕES...

5.1 AOS PROFESSORES

            Para que os alunos com TDAH sejam estimulados, se faz necessário que tanto a escola quanto a família tenham a compreensão do que acontece no processo do desenvolvimento deste sujeito. Para isso, deve-se ter um olhar especial para as ações aplicadas no intuito de contemplar o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo. Antes de qualquer coisa, os professores devem fazer uma avaliação dos pontos abaixo:

      • Qual é a dificuldade mais importante do aluno portador de TDAH? O que mais atrapalha no 
         desempenho escolar daquele aluno?
  • Ao conseguir responder essa pergunta, o professor cria melhores condições para traçar as estratégias que aplicará em sala de aula. Quando se conhece aquilo que de fato tem atrapalhado o bom desempenho de um determinado aluno, fica mais fácil pensar em soluções viáveis e eficazes. Depois disso, o segundo passo é saber distinguir o que o portador é capaz de fazer ou não. Observar o aluno e estudar o TDAH são as melhores formas de distinguir o que é sintoma e/ou conseqüência do transtorno e o que não é. Nesse sentido, cuidado para não repreender o tempo todo: sintomas primários não podem ser punidos.

  • Recompensar progressos sucessivos ao invés de esperar comportamento perfeito. Essa é uma dica de ouro! Independente de ser portador de TDAH, essa dica deve valer para todos e para todo processo de mudança importante. Para o TDAH é ainda mais válido, porque os portadores tem mais dificuldade em lidar com recompensas a longo prazo.
          Todos os recursos abaixo podem e dever usados para os alunos portadores de TDAH. Construí-los de uma forma divertida e em grupo com os alunos, ajuda ainda mais a engajá-los na importância de tais ferramentas.
  •  Lembretes em agendas e/ou cadernos
  • Listas de tarefas
  • Anotações em provas e trabalhos
  • Quadro de Avisos e cronogramas, servindo como ferramentas organizadoras de horários e datas importante
  •  Outra dica, ainda dentro dessa dica é eleger juntos com os alunos alguns representantes para serem responsáveis por cada um desses recursos. 
             O importante é o resultado e não o processo. Esse é um dos conceitos da educação inclusiva, que não pode ser perdido de vista. O ideal, não é tentar encaixar a todo custo um aluno com especificidades em um modelo educacional, que mais dificulta do que facilita o aluno portador de TDAH a desenvolver sua competência.
  • Ambientes com muitos distratores/estímulos externos devem ser evitados. Uma sala de aula deve contar apenas elementos necessários para a situação de aula, daquele momento. Murais com muitas informações ficam mais bem colocados nos corredores, por exemplo. Músicas ou barulhos externos com freqüência também devem ser evitados.
  • Atividades que exijam maior integridade da atenção sustentada devem ser feitas preferencialmente no início da aula, ou seja, as tarefas que demandem mais atenção contínua por um período de maior devem ser priorizadas e assim serem feitas no início da aula.
  • Por exemplo: Provas deverão acontecer no primeiro tempo de aula. No último tempo o aluno já teve várias aulas, de várias matérias, que acabam funcionando como elementos de distração e podem prejudicar todos os alunos, especialmente os portadores desnecessariamente.
  • Conscientizar os alunos portadores de TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo. Os portadores precisam se dar conta de que interromper a fala da professora ou a andamento das atividades pode ser altamente improdutivo para ele e para o grupo. Isso deve ser feito individualmente e de forma que não culpe o aluno. Apenas sirva como uma conversa esclarecedora.

5.2 DICAS PARA PAIS

            Educar um filho com TDAH, não é tarefa das mais simples. Paciência, firmeza e disciplina são algumas das características que quem convive com o portador de TDAH, precisa ter. Além de seguir com comprometimento o tratamento prescrito pelo médico, há algumas dicas simples que podem tornar a vida dos pais e da criança mais sadia e feliz.
             O comportamento dos pais não é a causa do TDAH, mas pode agravá-lo. Um lar estruturado, com harmonia e carinho, é importante para qualquer criança, e indispensável para os portadores de TDAH, que precisam de bastante suporte para superar suas dificuldades.
             A casa precisa ter regras claras e que sejam seguidas por todos. Os pais atuam como modelo para os filhos, portanto, devem agir como gostariam que ele agisse. Só assim, a criança terá parâmetros de comportamento bem definidos e saberá o que é exigido dela.
             Elogie, elogie, elogie. É sempre melhor dar atenção aos bons comportamentos do que punir sempre que algo indesejável acontece. Não espere pelo comportamento perfeito. Valorize pequenos passos alcançados. Lembre-se que ela está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às não consegue. Crianças portadoras de TDAH tendem a ser muito criticadas, rotuladas de bagunceiras e desobedientes e podem se sentirem frustradas por não conseguirem corresponder às expectativas dos adultos. Ofereça atenção e carinho ao seu filho.
             Dar carinho e atenção não significa deixar de educar com firmeza, impondo limites quando necessário. A criança precisa aprender a cumprir regras e o respeito a elas deve ser exigido. Leia sobre o assunto para entender o que se passa com seu filho e qual a melhor maneira de ajudá-lo. Compreenda suas limitações, não exija demais dele, e invista em suas potencialidades. O psiquiatra, o neurologista e o psicólogo especializados em TDAH, são sempre a melhor fonte para recomendar livros, textos e sites relacionados.

6 CONCLUSÃO

              Diante do que foi abordado neste estudo, verificamos que o Déficit de Atenção e Hiperatividade ainda é um distúrbio que se encontra em um processo de pesquisa, pois é tudo muito novo sobre este tema e com um enfoque que abrange áreas do cérebro humano, que por ser muito complexo, a ciência ainda não tem respostas precisas.
              Parte da nossa sociedade vem apresentando um quadro preocupante em busca do sucesso pessoal, pois vivemos em uma sociedade capitalista onde as relações humanas são colocadas em segundo plano, atingindo diretamente as crianças, os jovens e os adolescentes, gerando diversas situações como: estresse, drogadição, violência emocional, física, entre outros fatores.
              Este estudo ampliou nossos conhecimentos, mas consequentemente nos trouxe dúvidas e questionamentos a respeito da fronteira entre o comportamento social e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Mas com os dados que temos, já é um bom caminho para desenvolver um trabalho significativo com as crianças que por ventura apontem em seu comportamento, este tipo de distúrbio. Para isso, precisamos contar com profissionais cada vez mais qualificados e comprometidos com o aprendizado destes alunos.


REFERÊNCIAS

COOL, César; PALACIOS, Jesús; MARCHESI, Alvaro. Desenvolvimento Psicológico e Educação – Necessidades Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar. Porto Alegre: Artmed, 1995.

GOULDSTEIN, Sam; GOLDSTEIN Michel. Hiperatividade: Como desenvolver a capacidade de atenção da criança. 4 ed. Campinas, SP: Papirus, 1998.

RHODE, Augusto P., BENCZIK, Edyleine B. P., Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade – O que é e como ajudar. Porto Alegre: Artmed, 1999.

SILVA, Ana Beatriz B. Mentes Inquietas: Entendendo melhor o mundo das pessoas distraídas, impulsivas e hiperativas. São Paulo: Gente, 2

http://www.tdah.org.br/

http://www.rota83.com/
http://pedagogiandonoipa.blogspot.com.br/p/transtorno-de-deficit-de-atencao-e.html

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Não é porque já são adolescentes que os filhos não precisam mais da nossa ajuda!

https://www.facebook.com/educarcrescer?fref=photo

Estas músicas te deixarão concentrado, dizem neurocientistas




Usando a neurociência e a psicologia para entender a distração, a focus@will desenvolve faixas musicais

Marcelo venceslau, de
 Marcos Santos/USP Imagens
Menina escuta música em fone de ouvido
Mulher escuta música em fone de ouvido: empresa oferece playlists para que você possa maximizar a sua concentração e não perder o foco com outras coisas

São Paulo - Ter foco no trabalho ou em alguma tarefa pode ser um pouco complicado. Muitas pessoas se distraem facilmente e acabam perdendo o foco das suas obrigações.
Ouvir música para ajudar na concentração pode ser uma boa alternativa para se abstrair do ambiente a sua volta. É isso que sugere a focus@will.
A empresa oferece playlists para que você possa maximizar a sua concentração e não perder o foco com outras coisas.
Usando a neurociência e a psicologia para entender a distração, a focus@will desenvolve faixas musicais que vão desde músicas clássicas e melodias acústicas até sons de chuva e ondas quebrando na praia.
A empresa sugere que maior parte da distração é causa pela audição. Qualquer som estranho no ambiente pode acabar com seu foco. O homem desenvolveu sua audição na pré-história para ficar atento a predadores.
Com o passar dos anos, essa não é mais a maior necessidade do ser humano, mas seu sistema auditivo se mantém aguçado.
Se você ouvir um som estranho agora, vai parar de ler o texto para ver o que é esse barulho. Você perdeu seu foco no texto. Vai voltar a ler e pode se esquecer de onde parou. “Você já imaginou como seria distrativo se você ficar notando cada pequeno detalhe do ambiente todo o tempo?”, explica focus@will.
Muitos escritórios colocam música ambiente para que os seus funcionários sejam mais produtivos — e não caiam no sono. Mas isso pode ser um grande erro.
Se a faixa musical não for bem escolhida, você pode acabar passando o resto do dia com aquele refrão-chiclete grudado na sua cabeça — e isso não vai ajudar sua concentração.
Segundo a focus@will, o tempo médio que as pessoas conseguem se concentrar é de 20 minutos por vez. Mas com a faixa musical correta, esse tempo pode se prolongar por até 100 minutos.
Depois desse período, é necessário fazer uma pausa para relaxar. O gráfico abaixo mostra como se comporta as oscilações desse ciclo:
Reprodução
Gráfico mostra concentração de uma pessoa
 
Quer maximizar seu foco? Ouça essa seleção:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/estas-musicas-te-deixarao-concentrado-dizem-neurocientistas

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Projeto do Instituto do Cérebro identifica transtornos de aprendizagem em estudantes


Projeto do Instituto do Cérebro identifica transtornos de aprendizagem em estudantes

31 de julho de 20140
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Foto: Instituto do Cérebro/PUCRS
Um projeto que iniciou motivado pela necessidade de identificar o quanto a dislexia e a discalculia afetam o aprendizado no Brasil e como esses índices repercutem nas taxas de reprovação desses alunos, agora procura identificar os sinais precoces desses transtornos.
O Instituto do Cérebro da PUC gaúcha está à frente desse projeto de amplitude nacional, chamado Projeto ACERTA (sigla para Avaliação de Crianças Em Risco de Transtorno de Aprendizagem). O DR. Augusto Buchweitz, Coordenador de Desenvolvimento de Pesquisa em Ressonância Magnética Funcional, explica que as crianças com dislexia ou discalculia são muito criativas, pois precisam de um processo cerebral de adivinhação e compensação para aprender: “Essas crianças são inteligentes, têm as mesmas habilidades cognitivas dos seus colegas, mas têm dificuldades em desenvolver a leitura. Há um índice de reprovação acima de 80% nas escolas com essas crianças. Se elas tivessem sido diagnosticadas precocemente e a elas tivesse sido dada a condição de trabalhar a leitura de maneira diferente – com alguém lendo para elas, ou dando mais tempo, elas não precisariam ter sido reprovadas”, explica Buchweitz.
Na dislexia, a criança apresenta dificuldades para aprender a ler, apesar de ter um Q.I. normal ou até mesmo acima da média. Também é importante identificar se esse aluno teve as mesmas oportunidades de aprendizado que seus colegas. Na discalculia, o problema é entender o conceito de número, a ideia de quantidade – quanto um número é mais ou menos do que outro.
Para mais informações sobre o projeto ACERTA é preciso mandar um email para projetoacerta@gmail.com.
http://wp.clicrbs.com.br/educacaoaz/2014/07/31/projeto-do-instituto-do-cerebro-identifica-e-trata-transtornos-de-aprendizagem-em-estudantes/?topo=52,1,1,,171,77