Contei muito esta estória para os meus filhos pequenos. Mas não conseguia me lembrar nem do nome do livro, nem do autor. Tinha vivo na minha lembrança que o fortão era um exemplo típico de bully, de agressor. E que o fracote depois desconcertava Janjão, que foi obrigado a pensar sobre seu comportamento e a reação que provocava nos outros.
Após insistentes pedidos e conversas, com meus filhos e sobrinhos, eis que Mariana, a grande leitora da família, me liga: Tia, é Pinote, o fracote e Janjão, o fortão, de Fernanda Lopes de Almeida. Que alívio! Sabia que tinha tudo a ver! Que boa estória para se trabalhar o bullying com as crianças!
Fernanda nos apresenta de uma ótima maneira o problema de relações assimétricas tão comuns entre crianças e jovens. Janjão sempre se aproveitou das brincadeiras com amigos para abusar , ridicularizar, mandar como rei. Até que um dia é desafiado por Pinote, o fracote, de forma muito inteligente e que o desconcerta.
Este livrinho pode provocar reflexões interessantes e apresentar como o bullying acontece no dia a dia das crianças.
A estória está disponibilizada na internet, alguns sites até apresentam passatempos com ela, mas vale a pena comprar o livro ricamente ilustrado para ser mostrado na roda de estórias.
Segue abaixo a historinha:
“Pinote era o menino mais fraquinho da turma. Mas derrubou Janjão, o fortão.
Um dia, a turma resolveu brincar de Rei dos Piratas. Está claro que o Rei era o Janjão. Janjão, como sempre, aproveitou para abusar: Jogou pedras no Veludo e obrigou os piratas a jogarem também, passou rasteiras nas galinhas e só parou quando o galo tomou uma providência, agarrou o galo pelo pescoço e deu ordem aos piratas:
– Prendam esse criminoso!
Avançou na bicicleta da Juju e, quando a Juju reagiu, obrigou todo o mundo a lutar com ela. Ficou passeando de bicicleta e não deixou ninguém dar uma voltinha, mandou invadir o pomar de Seu Manuel e não deixou ninguém comer nada, comeu todas as frutas sozinho e jogou as cascas em cima dos piratas, contou uma porção de piadas sem graça e ordenou aos piratas:
– Que estão esperando? Comecem a rir!
Foi então que reparou em Pinote e viu que Pinote não estava rindo. E se lembrou que Pinote não tinha obedecido a nenhuma de suas ordens.
– Pirata Pinote! Estou reparando que você não me obedeceu em nada.
Quer ir preso?
– Não quero, não, Rei.
– Então por que não está rindo?
– Se o senhor quiser, eu posso rir com a boca.
Janjão fez a maior caçoada de Pinote:
– Ha! Ha! Ha! Só se pode rir com a boca, bobão!
– Engano, Rei. A boca pode estar rindo e o pensamento não estar.
Janjão ficou furioso:
– Pois diga ao seu pensamento que ele tem que achar graça nas minhas
piadas!
– Sim, senhor.
Janjão contou outra piada. Pinote riu com a boca. Janjão ficou na maior dúvida. De repente Janjão começou a chorar. Todos foram socorrer Janjão, que teve de ser carregado para casa. Ficou de cama e emagreceu três quilos. Nunca mais conseguiu brincar sossegado de Rei dos Piratas. Ficava sempre com aquela cisma:
– Que será que o pensamento do Pinote está pensando?
Rosana
junho 03, 2012valeria
junho 03, 2012Depois me mostra?
Um beijo
Sônia Araújo
junho 10, 2012Obrigada,
Sônia.
valeria
junho 11, 2012maria aparecida rodrigues pinheiro
setembro 30, 2012valeria
outubro 02, 2012