Toda criança e adolescente tem o direito de frequentar a escola regular, seja ela pública ou privada, mas sabemos que nem sempre a instituição de ensino está preparada para receber todos os alunos e suas peculiaridades.
Por esse motivo, o FONOCOM oferece informações e cursos de atualização sobre diversos termas relacionados á aprendizagem e inclusão. Nesta página, traremos algumas dicas de como lidar e ajudar estes alunos especiais em sala de aula.
DISLEXIA
AX
- Respeite seu ritmo;
- Grave as aulas para estudo dos conteúdos;
- Provas orais separadamente ou gravadas em MP3 para que ele/a possa realizar junto com a turma;
- Considerar o conteúdo e não a ortografia;
- Se possível, para não atrapalhar o tempo das atividades, evitar longas cópias, distribuindo a matéria já digitada e impressa.
- Incentive! O disléxico tem uma história de fracassos e cobranças que o fazem se sentir incapaz!
DISGRAFIA
- Antes de uma atividade de produção escrita, orientar sobre aspectos relevantes como: a pega no lápis, a força empregada, a postura, a linha, o parágrafo, o início, o meio e o fim.
- Organizar as ideias verbalmente, antes da produção, auxilia na organização temporal do que será escrito e consequentemente, poderá influenciar na organização espacial;
- Suporte dos professores de artes, música e educação física, promovendo atividades que trabalhem com aspectos da psicomotricidade como: coordenação motora global e fina, esquema corporal, lateralidade, ritmo, equilíbrio, controle muscular, força e velocidade além da percepção visual;
TDAH
- Manter o aluno próximo do quadro e longe de portas, janelas ou outras distrações;
- Combinar um "código" para que ela volte a estar atento ao que importa, por exemplo: tocar o ombro, chamar o aluno pelo nome, bater o lápis na mesa do aluno, etc;
- Pedir que o aluno faça algumas "tarefas" que possibilitem que ele extravase sua necessidade de se movimentar, por exemplo: apagar o quadro, fazer ponta no lápis, buscar algo em outra sala, ir ao banheiro ou beber água, recolher a tarefa dos demais alunos, etc;
- Dividir as tarefas acadêmicas, dando a ele/a objetivos menores até que toda a tarefa seja realizada.
- DEFICIÊNCIA AUDITIVA
- Manter contato visual e os lábios visíveis;
- Falar com velocidade de fala normal;
- Articulação natural das palavras;
- Não gritar, pois falar mais alto não irá melhorar a compreensão e as vezes até irá prejudicá-la.
- Acenar ou tocar levemente quando quiser atenção da criança;
- Quando for um aluno que saiba LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), utilizar intérprete;
- Dirija-se ao surdo e não ao intérprete;
- DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
- Nesses casos é fundamental a adaptação curricular;
- Há necessidade de verificar o grau da deficiência para uma orientação mais adequada. É importante conhecer a criança e saber quais são suas competências para a partir daí, traçar uma proposta pedagógica. Por exemplo, alguns deficientes intelectuais alfabetizados apresentam mais dificuldades de compreensão quando a leitura é silenciosa. Nesses casos pode-se propor a leitura em voz alta.
- Para os que apresentam alterações da memória é importante explicar as tarefas por partes, deixando que ele realize para somente depois explicar a próxima atividade.
- AUTISMO
- adaptação curricular é fundamental;
- Descubra a melhor forma de se comunicar com ele, peça orientação dos profissionais envolvidos em seu tratamento;
- Mantenha uma rotina de aula ou avise com antecedência sobre a movimentação da turma nas diferentes áreas da escola evitando desconforto por comportamentos inadequados;
- Utilize instruções e sinais claros, pois o autista apresenta dificuldades de perceber a intenção do outro, a sarcasmo e a linguagem fugurada;
- Utilize muito apoio visual. As imagens facilitam o entendimento do que se quer ensinar sejam conteúdos acadêmicos ou rotinas de recreio, ida ao banheiro e outras no ambiente escolar;
- Possibilite a resolução das tarefas por etapas;
- Há necessidade de verificar as características da criança para uma orientação mais adequada. É importante conhecer quais são suas competências para a partir daí traçar uma proposta pedagógica, pois cada autista é diferente do outro.
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