terça-feira, 18 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Estudante supera dificuldades da dislexia e presta Enem para medicina
Distúrbio dificulta aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração.
Jovem de 19 anos passa cerca de 13 horas por dia estudando.
Vítor Santos estuda 13 horas por dia para entrar em medicina (Foto: Jenifer Carpani/G1)
Se a escolha do curso de medicina para o vestibular e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) assusta os candidatos pelas horas de estudo e preparo antes das provas, para quem se descobre disléxico o caminho pode ser ainda mais tortuoso. Mesmo assim, o jovem Vitor Rossi Santos, de 19 anos, resolveu superar todas as dificuldades colocadas pela dislexia e se tornar um médico. "Toda a minha família trabalha na área da saúde e eu vi que aquilo lá é para mim. É o que eu quero mesmo, e desde pequeno é assim. Quando perguntavam para mim, eu já respondia que queria ser médico", diz.
Para isso, Vitor sabe que terá que enfrentar cada linha que tiver que ler ou escrever neste sábado (8) e domingo (9), quando prestará o Enem em Mogi das Cruzes (SP), cidade onde mora. Além disso, a maratona neste fim de ano inclui mais 10 vestibulares de faculdades particulares, ou seja, mais horas de provas, mais leitura e escrita.
Dislexia
Enunciados grandes, textos compridos e a temida redação assustam ainda mais Vitor por causa da dislexia. Segundo a psicóloga e psicopedagoga Fátima Cavenaghi, quem tem o distúrbio tem dificuldade com a leitura e a escrita. "Dislexia é um distúrbio de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de 10% a 15% da população mundial é disléxica", explica.
Vitor foi diagnosticado aos 7 anos, quando descobriu que havia repetido na escola. "Foi quando eu repeti de ano. Eu estava na primeira série e tinha uns 7 anos mais ou menos. Repeti e aí minha mãe foi querer saber o que aconteceu. Ela via que eu estudava, então ela percebeu que tinha algo errado. Foi aí que a gente começou a ir atrás para descobrir o que era", se lembra.
De acordo com a psicopedagoga Fátima, o diagnóstico na infância é fundamental para o aprendizado da pessoa. "Se o disléxico não for submetido a uma intervenção especializada, ele pode se permanecer analfabeto ou semi-analfabeto, sendo excluído de profissões e vocações que necessitem de uma preparação acadêmica", explica.
"Quando eu era menor mesmo, quando a dislexia de fato era grande, eu sofria demais", se lembra Vitor. "A dislexia vai perdendo seu nível, ela não se mantém constante. Por isso quando eu fiz o teste de dislexia, ela era grande. Mas agora ela caiu para leve. E hoje em dia eu ainda tenho um problema com a parte de leitura e tudo mais, mas bem menos que antes", ressalta.
Vitor, no entanto, ainda teme as questões do Enem relacionadas ao português. "Eu tenho muita dificuldade em português principalmente, né? Desde pequeno eu sempre evitei essa matéria. Eu estudava horas com uma professora e no dia seguinte tirava nota baixa. Então era um desânimo absurdo com português e na hora que fui querer aprender, vi que era uma disciplina que eu não tinha nem base", explica.
De acordo com a psicopedagoga, é comum o disléxico ficar frustrado na escola. "O jovem disléxico muitas vezes traz um sentimento construído socialmente de 'não leitor ou não escritor'. O pensamento que geralmente ocorre nessa situação é 'não gosto de escrever, não quero aprender'", diz.
Superação
Mesmo com as dificuldades, Vitor prestou o Enem e alguns vestibulares em 2013 e ficou feliz com o resultado. "Tomara que daqui a alguns dias, no Enem, eu me supere mais uma vez, como aconteceu na redação do ano passado", diz confiante. "Na redação do ano passado do Enem eu fiz 760 pontos, algo que me deixou orgulhoso e deixou meus pais também orgulhosos de mim". Vitor conta que com essa nota conseguiria entrar em geografia em uma faculdade federal do Rio de Janeiro. "Mas não adianta, né? Eu quero medicina. E mesmo se eu conseguir algum outro curso esse ano, também não vou. Vou estudar mais um ano para medicina", afirma.
Estudante diz que hoje lida bem com a dislexia
(Foto: Jenifer Carpani/G1)
O jovem diz que não esquece o caminho que trilhou. "Eu acho assim, eu lutei muito para conseguir. Não é fácil, principalmente quando você é pequeno e não vê resultados nas provas da escola. Você estuda acima do normal e sua nota não é tão boa quanto a das outras pessoas. Só que eu tive muitos apoios e agora estou tendo resultados, né?", diz feliz. Segundo ele, a redação no Enem não foi o único motivo de orgulho da família. "Em uma faculdade no ano passado eu quase consegui entrar para medicina. Foi por pouco, acho que se eu acertasse mais um teste, talvez eu conseguisse entrar também".
Enem
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), as pessoas que têm o distúrbio podem pedir uma hora a mais em cada dia de prova, auxílio ledor e auxílio transcritor. O Ministério da Educação (MEC) não tem dados quanto ao número de disléxicos inscritos para o Enem 2014, no entanto, afirmou que cerca de 5,7 mil pessoas pediram o auxílio ledor - mas neste número também estão insclusos outros distúrbios e deficiências.
Vitor preferiu pedir apenas a hora a mais para fazer as provas. "Eu consegui uma horinha a mais nos dois dias para fazer a prova. Nos outros vestibulares que me inscrevi também pedi. Isso é extremamente legal, né? Esse reconhecimento e tudo. Porque uma hora a mais simplesmente ajuda demais", diz. "Eles ofereceram os auxílios ledor e transcritor, mas eu não quis. Prefiro fazer sozinho mesmo por eu já ter treinado assim desde pequeno. É que essa política de poder ler com alguém do lado é muito recente, então eu sempre tive que treinar sozinho", explica.
O estudante conta que tem medo do modelo de prova do Enem. "O Enem é uma prova que eu tenho que te tentar me controlar emocionalmente, porque é uma prova que querendo ou não me assusta muito. Eu acho o Enem difícil para mim por causa da interpretação de texto e da redação. Mas tomara que eu me supere", diz. Apesar de achar que a prova é difícil, Vitor promete se dedicar ao máximo."Eu prestarei o Enem e eu prestarei para medicina. Entrarei com tudo nessa prova e eu acho que posso ter capacidade para conseguir. Por eu ter superado tantas coisas, dá para eu superar mais essa.
Estudo
Vitor reconhece que ainda tem uma grande estrada pela frente e, para alcançar seu objetivo que é entrar em um curso de medicina, estuda 13 horas por dia de segunda a sexta. "A rotina de estudo é pesada, tenho aula do cursinho todo dia e na parte da tarde faço aulas de redação", diz. "Estou há um ano no cursinho pré-vestibular. Os meus estudos começam às 7h no cursinho e terminam em média umas 20h. De sábado vou das 7h às 13h. Só tento tirar o domingo para descansar", explica.
Para conseguir estudar medicina, o jovem abriu mão da academia, do futebol e da balada com os amigos. "Se você quer medicina tem que ser o mais perfeito possível. Qualquer coisa que te atrapalhe vai ter uma consequência na sua nota final", diz. Vitor tem medo de ficar muitos anos nos cursinhos preparatórios. "Tem gente que tenta por muitos anos e isso dá um desespero, né? As vezes eu penso, será que eu vou ficar tentando e tentando. Mas os resultados do ano passado mostram que estou no caminho certo", conclui.
Interpretação de texto e redação no Enem assustam Vitor (Foto: Jenifer Carpani/G1)
Uma das mentoras de Vitor na caminhada é a professora de redação Mônica Arouca, que atende entre os seus estudantes, pessoas com dislexia. "As maiores dificuldades de um disléxico para escrever e ler é a concentração, ortografia, a acentuação e as vezes a organização", explica. Por esse motivo, a professora indica um trabalho em conjunto com vários profissionais. "Para auxiliar no aprendizado e enfrentar o problema, é necessário o estudante fazer um acompanhamento com fonoaudiólogo, psicopedagogo e um professor que trabalhe com sons", explica.
Segundo ela, o aluno disléxico é sinestésico, por isso o tipo de ensino é diferente. "Ele precisa entender o som, sentir a palavra. Quando ele passa o dedo sobre a mesa de estudos e 'desenha' a palavra, ele vai se lembrar como é o certo. Ele precisa sentir, porque o aluno disléxico é sinestésico", explica. Mônica diz que cada aluno tem uma necessidade diferente, mas entre as dicas que ela dá para um disléxico estudar sozinho estão: gravar o que está lendo e depois ouvir; sublinhar as palavras; reescrever textos; fazer esquemas mentais e tentar organizar o pensamento.
A psicopedagoga Fátima Cavenaghi explica também que os pais têm papel importante na formação de filhos com dislexia. "Os pais devem ficar atentos a frustrações, ansiedades, baixo desempenho e desenvolvimento de seus filhos. É deles a responsabilidade de ajudá-los a ter resultados melhores e deve partir deles a procura de profissionais para o acompanhamento. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e intervenção, maiores serão as possibilidades de sucesso", explica. A psicopedagoga diz, no entanto, que os disléxicos têm um grande potencial. "Apesar de todas as dificuldades descritas anteriormente, o disléxico, diferente de muitos distúrbios de aprendizagem, possuem estatísticamente um QI normal ou acima da média", diz.
Já para Vitor, o maior inimigo do disléxico é a pessoa que usa distúrbio como desculpa. "Estimulo as outras pessoas a não fazerem isso. Não usarem as dificuldades como desculpa para não estudar. Principalmente quando você fica cansado de estudar você pensa que não aguenta mais isso. E aí você pensa coisas negativas. Mas não dá para desanimar, você tem que tentar fazer de tudo e acreditar que é capaz, que você consegue", diz. "Essa é a grande dica. A dislexia é uma barreira que é ultrapassável, dá para passar sim. É só você acreditar e não usar a dislexia para tudo, né?"
http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2014/11/estudante-supera-dificuldades-da-dislexia-e-presta-enem-para-medicina.html
Jovem de 19 anos passa cerca de 13 horas por dia estudando.
Jenifer Carpani Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano
Para isso, Vitor sabe que terá que enfrentar cada linha que tiver que ler ou escrever neste sábado (8) e domingo (9), quando prestará o Enem em Mogi das Cruzes (SP), cidade onde mora. Além disso, a maratona neste fim de ano inclui mais 10 vestibulares de faculdades particulares, ou seja, mais horas de provas, mais leitura e escrita.
Dislexia
Enunciados grandes, textos compridos e a temida redação assustam ainda mais Vitor por causa da dislexia. Segundo a psicóloga e psicopedagoga Fátima Cavenaghi, quem tem o distúrbio tem dificuldade com a leitura e a escrita. "Dislexia é um distúrbio de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de 10% a 15% da população mundial é disléxica", explica.
Vitor foi diagnosticado aos 7 anos, quando descobriu que havia repetido na escola. "Foi quando eu repeti de ano. Eu estava na primeira série e tinha uns 7 anos mais ou menos. Repeti e aí minha mãe foi querer saber o que aconteceu. Ela via que eu estudava, então ela percebeu que tinha algo errado. Foi aí que a gente começou a ir atrás para descobrir o que era", se lembra.
De acordo com a psicopedagoga Fátima, o diagnóstico na infância é fundamental para o aprendizado da pessoa. "Se o disléxico não for submetido a uma intervenção especializada, ele pode se permanecer analfabeto ou semi-analfabeto, sendo excluído de profissões e vocações que necessitem de uma preparação acadêmica", explica.
"Quando eu era menor mesmo, quando a dislexia de fato era grande, eu sofria demais", se lembra Vitor. "A dislexia vai perdendo seu nível, ela não se mantém constante. Por isso quando eu fiz o teste de dislexia, ela era grande. Mas agora ela caiu para leve. E hoje em dia eu ainda tenho um problema com a parte de leitura e tudo mais, mas bem menos que antes", ressalta.
A dislexia é uma barreira que é ultrapassável. É só você acreditar"
Vitor Rossi Santos
De acordo com a psicopedagoga, é comum o disléxico ficar frustrado na escola. "O jovem disléxico muitas vezes traz um sentimento construído socialmente de 'não leitor ou não escritor'. O pensamento que geralmente ocorre nessa situação é 'não gosto de escrever, não quero aprender'", diz.
Superação
Mesmo com as dificuldades, Vitor prestou o Enem e alguns vestibulares em 2013 e ficou feliz com o resultado. "Tomara que daqui a alguns dias, no Enem, eu me supere mais uma vez, como aconteceu na redação do ano passado", diz confiante. "Na redação do ano passado do Enem eu fiz 760 pontos, algo que me deixou orgulhoso e deixou meus pais também orgulhosos de mim". Vitor conta que com essa nota conseguiria entrar em geografia em uma faculdade federal do Rio de Janeiro. "Mas não adianta, né? Eu quero medicina. E mesmo se eu conseguir algum outro curso esse ano, também não vou. Vou estudar mais um ano para medicina", afirma.
(Foto: Jenifer Carpani/G1)
Enem
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), as pessoas que têm o distúrbio podem pedir uma hora a mais em cada dia de prova, auxílio ledor e auxílio transcritor. O Ministério da Educação (MEC) não tem dados quanto ao número de disléxicos inscritos para o Enem 2014, no entanto, afirmou que cerca de 5,7 mil pessoas pediram o auxílio ledor - mas neste número também estão insclusos outros distúrbios e deficiências.
Vitor preferiu pedir apenas a hora a mais para fazer as provas. "Eu consegui uma horinha a mais nos dois dias para fazer a prova. Nos outros vestibulares que me inscrevi também pedi. Isso é extremamente legal, né? Esse reconhecimento e tudo. Porque uma hora a mais simplesmente ajuda demais", diz. "Eles ofereceram os auxílios ledor e transcritor, mas eu não quis. Prefiro fazer sozinho mesmo por eu já ter treinado assim desde pequeno. É que essa política de poder ler com alguém do lado é muito recente, então eu sempre tive que treinar sozinho", explica.
Se o disléxico não for submetido a uma intervenção especializada, ele pode se permanecer analfabeto ou semi-analfabeto"
Fátima Cavenaghi
Estudo
Vitor reconhece que ainda tem uma grande estrada pela frente e, para alcançar seu objetivo que é entrar em um curso de medicina, estuda 13 horas por dia de segunda a sexta. "A rotina de estudo é pesada, tenho aula do cursinho todo dia e na parte da tarde faço aulas de redação", diz. "Estou há um ano no cursinho pré-vestibular. Os meus estudos começam às 7h no cursinho e terminam em média umas 20h. De sábado vou das 7h às 13h. Só tento tirar o domingo para descansar", explica.
Para conseguir estudar medicina, o jovem abriu mão da academia, do futebol e da balada com os amigos. "Se você quer medicina tem que ser o mais perfeito possível. Qualquer coisa que te atrapalhe vai ter uma consequência na sua nota final", diz. Vitor tem medo de ficar muitos anos nos cursinhos preparatórios. "Tem gente que tenta por muitos anos e isso dá um desespero, né? As vezes eu penso, será que eu vou ficar tentando e tentando. Mas os resultados do ano passado mostram que estou no caminho certo", conclui.
Segundo ela, o aluno disléxico é sinestésico, por isso o tipo de ensino é diferente. "Ele precisa entender o som, sentir a palavra. Quando ele passa o dedo sobre a mesa de estudos e 'desenha' a palavra, ele vai se lembrar como é o certo. Ele precisa sentir, porque o aluno disléxico é sinestésico", explica. Mônica diz que cada aluno tem uma necessidade diferente, mas entre as dicas que ela dá para um disléxico estudar sozinho estão: gravar o que está lendo e depois ouvir; sublinhar as palavras; reescrever textos; fazer esquemas mentais e tentar organizar o pensamento.
Estimulo as outras pessoas a não fazerem isso. Não usarem as dificuldades como desculpa para não estudar"
Vitor Rossi Santos
Já para Vitor, o maior inimigo do disléxico é a pessoa que usa distúrbio como desculpa. "Estimulo as outras pessoas a não fazerem isso. Não usarem as dificuldades como desculpa para não estudar. Principalmente quando você fica cansado de estudar você pensa que não aguenta mais isso. E aí você pensa coisas negativas. Mas não dá para desanimar, você tem que tentar fazer de tudo e acreditar que é capaz, que você consegue", diz. "Essa é a grande dica. A dislexia é uma barreira que é ultrapassável, dá para passar sim. É só você acreditar e não usar a dislexia para tudo, né?"
http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2014/11/estudante-supera-dificuldades-da-dislexia-e-presta-enem-para-medicina.html
sábado, 18 de outubro de 2014
Muitos alunos costumam apresentar dificuldade para planejar e organizar os estudos e sua vida diária. Como ajudá-los?
Muitos alunos costumam apresentar dificuldade para planejar e organizar os estudos e sua vida diária. Como ajudá-los?
Assista o 5º vídeo do Programa "Todos Aprendem"!
https://vimeo.com/109134487
#semanadadislexia #belezasescondidas #dislexia
Todos Aprendem (Módulo 5) - Estratégias para planejar e organizar melhor
Assista o 5º vídeo do Programa "Todos Aprendem"!
https://vimeo.com/109134487
#semanadadislexia #belezasescondidas #dislexia
Todos Aprendem (Módulo 5) - Estratégias para planejar e organizar melhor
Muito alunos, entre eles os com transtornos de aprendizagem, costumam apresentar dificuldade para planejar e organizar os estudos e sua vida diária. Neste vídeo, abordaremos alguns aspectos do desenvolvimento cerebral e como seu amadurecimento se relaciona com a aquisição e o uso das habilidades de planejamento e organização. Serão apresentadas orientações que visam facilitar o desenvolvimento dessas capacidades, consideradas fundamentais para a aprendizagem acadêmica
Receba com carinho um abraço do Instituto ABCD.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Conheça mais sobre a cientista política em nosso especial Pensadores da Educação

Conheça mais sobre a cientista política em nosso especial Pensadores da Educação: http://abr.ai/ZoIqci — com Zielly Lima e Gabriel Lima.
Qual a importância dos brinquedos?
Entenda o papel de bolas, bonecas, jogos e outros objetos no desenvolvimento infantil
Foto: Cintia Sanchez
Brinquedo é muito mais do que um entretenimento: é desenvolvimento!
Brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. Quando brincam, meninos e meninas exercitam e melhoram suas capacidades emocionais, intelectuais, motoras e sociais. A fantasia da brincadeira permite, por exemplo, que a criança experimente novos sentimentos, reproduza situações vividas em seu cotidiano e faça, assim, um treino para a vida adulta. Ao brincar, ela desenvolve o corpo e coloca em prática de forma despretensiosa o conteúdo escolar. Mas qual o papel do brinquedo nessa história?
O brinquedo é um convite à brincadeira. Mais: ele é responsável por torná-la mais rica, proveitosa e prazerosa. "O brinquedo funciona como uma ponte entre aquilo que é desconhecido para o que é conhecido", explica a terapeuta ocupacional Teresa Ruas. Com pecinhas de encaixar, por exemplo, um bebê descobre que é capaz de empilhar objetos, um verdadeiro feito para quem tem só alguns meses de vida. Ao participar de um jogo, cuidar de uma boneca ou levar o carro ao postinho de gasolina, os pequenos tornam-se protagonistas daquilo que os espera na vida madura. Ou seja, como afirmam os autores de Brinca comigo! - Tudo sobre Brincar e os Brinquedos (Editora Marco Zero), "brinquedo é muito mais do que um entretenimento. É, antes, oportunidade de desenvolvimento".
Confira abaixo algumas dúvidas sobre o tema. Quem responde são Melina Blanco Amarins, psicóloga responsável pela brinquedoteca do Hospital Israelita Albert Einstein e Teresa Ruas, terapeuta ocupacional especialista em desenvolvimento infantil; e os livros Brinquedos, Desafios e Descobertas (Editora Vozes) e Brinca Comigo! - Tudo Sobre Brincar e os Brinquedos (Editora Marco Zero).
O brinquedo é um convite à brincadeira. Mais: ele é responsável por torná-la mais rica, proveitosa e prazerosa. "O brinquedo funciona como uma ponte entre aquilo que é desconhecido para o que é conhecido", explica a terapeuta ocupacional Teresa Ruas. Com pecinhas de encaixar, por exemplo, um bebê descobre que é capaz de empilhar objetos, um verdadeiro feito para quem tem só alguns meses de vida. Ao participar de um jogo, cuidar de uma boneca ou levar o carro ao postinho de gasolina, os pequenos tornam-se protagonistas daquilo que os espera na vida madura. Ou seja, como afirmam os autores de Brinca comigo! - Tudo sobre Brincar e os Brinquedos (Editora Marco Zero), "brinquedo é muito mais do que um entretenimento. É, antes, oportunidade de desenvolvimento".
Confira abaixo algumas dúvidas sobre o tema. Quem responde são Melina Blanco Amarins, psicóloga responsável pela brinquedoteca do Hospital Israelita Albert Einstein e Teresa Ruas, terapeuta ocupacional especialista em desenvolvimento infantil; e os livros Brinquedos, Desafios e Descobertas (Editora Vozes) e Brinca Comigo! - Tudo Sobre Brincar e os Brinquedos (Editora Marco Zero).
Para ler, clique nos itens abaixo:
- 1. Existe o brinquedo certo para cada faixa etária?
- É claro que uma criança de 3 anos pode se encantar por um chocalho de recém-nascido ou, ao contrário, que um recém-nascido é capaz de ficar excitadíssimo ao ver as luzes ou o som de um carrinho motorizado feito para meninos com mais de 5 anos. No entanto, existem alguns brinquedos fundamentais para cada fase do desenvolvimento infantil. Quando expostas a tais objetos, meninos e meninas podem descobrir e aprimorar habilidades motoras, sensoriais e emocionais.
- Enquanto são bebês (dos zero aos 23 meses), o desenvolvimento ocorre de forma muito acelerada. Cada mês é uma descoberta. Logo no início, brinquedos que estimulam a audição e a visão, como móbiles e chocalhos, são os mais indicados. Em seguida, entram em cena peças para encaixe, que estimulam a coordenação motora por tentativa e erro, e os bonecos;
- Dos 2 aos 6 anos, as crianças vivem a chamada primeira infância, onde tudo amadurece. Entram nessa fase com uma coordenação motora que permite um andar meio atrapalhado e saem andando de bicicleta sem rodinhas, escrevendo. Começam num faz de conta simples e saem criando altas histórias. Jogos simples que envolva interação com o outro, jogos que permitam explorar o corpo, bonecos, miniaturas do mundo adulto e ainda os blocos de encaixar são fundamentais;
- A partir dos 7 anos, a escola ocupa um importante espaço na vida dos meninos e meninas. Kits científicos que transmitam conceitos escolares de forma lúdica fazem sucesso. Além disso, suas capacidades cognitivas já estão prontas para jogos que exijam raciocínio e estratégia. - 2. Então devo seguir as orientações das embalagens de brinquedo quanto à idade?
- Nem sempre. Muitas vezes o selo que indica a faixa etária leva em consideração apenas critérios de segurança. O que funciona mesmo é conhecer a criança, entender o que ela espera do brinquedo, quais são suas capacidades e, antes de levar o presente para casa, testá-lo. Algumas lojas contam ainda com consultores e vendedores bem treinados que podem ajudar na compra.
- 3. De tempos em tempos, devo renovar toda a brinquedoteca do meu filho?
- É importante que brinquedos obsoletos sejam retirados de circulação. Aliás, a partir dos 2 anos, as crianças podem participar do processo de limpeza da brinquedoteca. Porém, fique atento aos objetos de afeto, que têm uma importância emocional para os pequenos e dos quais os meninos e meninas só devem se desfazer quando estiverem prontos para isso. Há ainda alguns brinquedos que tornam-se obsoletos por um momento, mas podem atrair a atenção novamente dali a algum tempo. Esses podem ser guardados, não doados imediatamente. Além disso, alguns brinquedos podem acompanhar seu filho durante toda a infância, como blocos de montar, bonecos e fantoches, carrinhos, entre outros.
- 4. Só os brinquedos educativos são capazes de ajudar no desenvolvimento?
- Não. Na mão de uma criança, qualquer objeto pode se tornar um brinquedo. Pedras viram bonecas, ossos viram soldados, tampas de garrafa viram bolas de futebol. E os brinquedos industrializados também cumprem o papel de entreter e desenvolver. Só tome cuidado para não sucumbir aos modismos ou deixar que os eletrônicos tomem todo o tempo da brincadeira. O segredo é encontrar um equilíbrio entre os diferentes modelos.
- 5. Meu filho parece ter um certo dom para música, devo investir mais em miniaturas de instrumentos?
- É claro que os gostos de uma criança vão influenciar na escolha de seus brinquedos e que alguns tipos deles vão ocupar mais espaço tanto na brinquedoteca quanto nas brincadeiras. Mas é importante fazer algumas ponderações. Boa parte dos pais tende a exagerar ao encontrar talentos e potencialidades nos filhos. Então, se o seu pequeno gosta de música, não deixe de dar a ele um pianinho ou um violão - ou os dois -, mas lembre-se de que ele pode fazer bom uso de uma bola, um boneco, alguns jogos...
- 6. Organização é fundamental na hora de brincar?
- Depende da criança. "Algumas ficam extremamente desorientadas diante, por exemplo, de um baú cheio de brinquedos", afirma a terapeuta ocupacional Teresa Ruas. "Outras, no entanto, são desafiadas a encontrar exatamente o que procuram". Ou seja, tudo depende do perfil do pequeno e cabe aos pais perceber o que é melhor para seu filho.
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