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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Campanha doa livros para incentivar a leitura com as crianças

,4 milhões de livros infantis serão doados na campanha de incentivo da Fundação Itaú Social 
Usuários que se inscreverem no site do Itaú a partir do dia 01/10 receberão gratuitamente em casa dois livros da Coleção Itaú de Livros Infantis
Usuários que se inscreverem no site do Itaú a partir do dia 01/10 receberão gratuitamente em casa dois livros da Coleção Itaú de Livros Infantis
A criança que lê aprende melhor, se comunica de maneira mais eficiente, tem mais proximidade com o mundo da escrita, desenvolve mais repertório e tem mais chances de se tornar um adulto leitor, preparado para o trabalho e para a vida.
Incentivar que as crianças leiam é tarefa dos adultos, sobretudo pais e professores. Pensando nisso, o Itaú lançou na quarta-feira (dia 1º) a sua campanha nacional de incentivo à leitura.  “Temos clareza da importância da leitura na vida das crianças e jovens, mas precisamos partir para a ação. É por meio de um trabalho em conjunto entre governos, ONGs e empresas que poderemos contribuir para uma educação de qualidade, e incentivar a convivência familiar e comunitária, direitos fundamentais de todas as crianças e adolescentes”, explica o vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Jacinto Matias.
Apenas 37% dos brasileiros costumam ler para crianças diariamente, embora 96% das pessoas acredite que a leitura é importante para os pequenos, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Itaú Social em parceria com Datafolha em 2012.
A campanha pretende promover uma sensibilização para a importância da Educação e serão oferecidos 2,2 milhões de livros das Coleções Itaú de livros infantis.  Além disso, os próprios funcionários do Itaú irão realizar ações de mediação de leitura em ONGs, bibliotecas comunitárias e creches. Neste ano, serão oferecidos 12 mil acervos, compostos por títulos voltados para o público infantil, juvenil e adulto.
GARANTA SEU KIT
Qualquer pessoa interessada em aderir à campanha pode pedir os livros pelo site www.itau.com.br/itaucrianca. O pedido será enviado pelos correios para todo o país, e então é só escolher um livro e ler para as crianças. As coleções são voltadas para crianças de até cinco anos e são compostas por um folheto com os benefícios da leitura e dois livros:  Gato prá Cá, Rato para Lá, de Graça Lima (Editora Rovelle) e Papai!, de Philippe Coretin (Editora Cosac Naify).
TIRE SUAS DÚVIDAS
- Como preencher o cadastro?
É recomendável utilizar o Internet Explorer versão 7 ou superior, Firefox ou Chrome ao preencher o cadastro. O internauta deve digitar o CEP (apenas números) e  automaticamente surgirá o campo preenchido para cidade e UF.
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Todas as pessoas que efetuarem o cadastro receberão a Coleção de livros infantis. ONGs e outras organizações também podem participar.
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Só é possível cadastrar um CPF por pessoa.
Veja mais benefícios da leitura na matéria: “Como ensinar a seu filho que ler é um prazer“.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dislexia: conheça histórias de quem aprendeu a viver com o transtorno de linguagem

Veja quais são as estratégias encontradas pelos disléxicos para conviver com o transtorno de aprendizagem que afeta 1,8 milhão de pessoas


Flávia Duarte - Revista do CB Publicação:24/09/2014 09:00Atualização:24/09/2014 12:44
Charles Darwin  (Reprodução Internet)
Charles Darwin
“Esse problema não aparece fisicamente. Seria melhor não ter um braço porque aí notariam que somos diferentes.” A frase resume uma infância e uma adolescência de sofrimentos e julgamentos. Com uma sinceridade totalmente despida de medos, apropriada só mesmo por quem enfrenta um drama invisível e — por muito tempo inexplicável —, o psicólogo Otávio Giacomo, 50 anos, encontra uma dura definição de como é conviver com a dislexia. Ele é apenas um no universo de pelo menos 1,8 milhão de pessoas, segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a ser diagnosticado com o distúrbio de aprendizagem que torna incompreensível, no primeiro momento, a ligação entre letras e sons.


O problema não pode ser considerado uma doença. O cérebro do disléxico é fisicamente intacto, sem qualquer lesão que possa diferi-los dos demais. O órgão só funciona de maneira diferente, o que dificulta o processo de leitura e escrita. Cognitivamente, quem tem o distúrbio é igualmente apto a desempenhar qualquer atividade, sem qualquer prejuízo. Mas, se o processo envolver letras e números, certamente o tempo demandado para a conclusão do desafio será diferente. Eles são mais lentos, já que o caminho que percorrem para chegar até o fim da tarefa de ler e escrever é mais tortuoso e com obstáculos adicionais.

Albert Einstein  (Reprodução Internet)
Albert Einstein
Imagens do cérebro de crianças com dislexia sugerem que, quando estão aprendendo a ler e escrever, elas ativam áreas cerebrais diferentes daquelas ativadas por meninos e meninas sem a mesma dificuldade. “Na verdade, nosso cérebro não está programado para ler. Essa é uma habilidade artificial que treinamos. A escrita é feita de códigos criados pelo homem e entre 5% e 10% das pessoas têm dificuldades de aprendê-los”, explica Augusto Buchweitz, pesquisador do projeto ACERTA, do Instituto do Cérebro da PUC-RS, que têm como objetivo estudar o que ocorre no cérebro das crianças em fase de alfabetização e que apresentam problemas de aprendizagem.

“Eles não têm questões médicas relevantes; têm QI normal, muitas vezes, inclusive, acima da média. O que existe é uma dificuldade em decodificar as palavras com fluência e velocidade”, esclarece Augusto. Dá para ter uma ideia desse tempo particular. Enquanto um leitor sem qualquer traço de dislexia lê, em média, de quatro a cinco palavras por segundo e atinge cerca de 200 por minuto, o cérebro do disléxico apresenta outro ritmo. Ele busca conexões similares para fazer a mesma tarefa e, por tal razão, precisa de mais prazo. Assim, uma criança disléxica lerá, em média, de 10 a 30 palavras a cada minuto.

Cher (cantora)  (Reprodução Internet)
Cher (cantora)
Uns serão mais ou menos velozes. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais rapidamente esse cérebro encontrará suas próprias artimanhas para superar uma dificuldade da qual não se livra nunca. Não há cura para a dislexia, que é antes de tudo uma herança genética. Disléxicos têm um dos pais com as mesmas características.

Há diferentes graus do quadro, mas alguns sintomas definem o distúrbio. Um dos pontos determinantes do diagnóstico está relacionado à incapacidade de a pessoa “relacionar o código escrito com o falado; fazer uma relação entre o som e a letra que ele representa”, explica a pedagoga Margot Marinho. Na prática, é como se no primeiro contato com o alfabeto, as letras, tampouco a combinação delas, não fizessem o menor sentido. É como ser um estrangeiro no seu próprio idioma.

O desafio de quem tem essa disfunção cerebral é encontrar mecanismos de se apropriar desses códigos e compreendê-los. Só assim vai ser capaz de ler e escrever correta e fluentemente. “O processo de decodificação deles é um pouco diferente. Qualquer ordem é difícil para eles: o alfabeto, os meses do ano, os dias das semanas. Tudo para eles é aleatório. Não têm lógica”, define a fonoaudióloga Alice Sumihara, especialista em transtorno de deficit de atenção (TDAH) e dislexia pela Associação Brasileira de Dislexia.

Analisando o conceito, parece simples e superável. Identifica-se o problema ainda na infância, especialmente na fase de alfabetização, busca-se ajuda profissional — de fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, neurologistas — e, aos poucos, cada um encontra as estratégias para associar as letras aos sons que escutam. “Inclusive, campanha mundiais reforçam que quanto mais cedo começar a intervenção melhor será o quadro. Isso porque o cérebro é plástico”, afirma a fonoaudióloga e psicopedagoga Maria Angela Nico, presidente da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

Mas o caminho até lá é árduo. Especialmente quando o diagnóstico demora a chegar. Antes de entender o porquê de a criança não acompanhar o processo de leitura dentro da sala de aula, são muitos os julgamentos feitos. Muitas são acusadas de preguiçosas, consideradas menos capazes. A autoestima é destruída nesse processo. Tudo resultado de desconhecimento.

A criança, em geral, não consegue escrever corretamente as palavras. Ela ouve e compreende, mas colocá-las no papel de forma gráfica não tem lógica. Elas podem escrever palavras sem o menor sentido para um leitor normal e estarem certas de que leem o que querem dizer. Podem alterar a ordem das letras e “azedo” virar “adezo”, por exemplo. Podem pensar em colocar no papel “infância”, mas acabar saindo “infâmia”, que visualmente parece tanto com a primeira. Ainda estão mais propensas a juntar palavras e separar outras que deveriam se manter unidas. Podem trocar fonemas que, de tão semelhantes, provocam confusão em um cérebro que tem um funcionamento muito particular, como é o caso de “vaca” e “faca”.

"É muito difícil não ser burro e ser tratado como idiota" - Otávio Giacomo, psicanalista

Agatha Christie  (Reprodução Internet)
Agatha Christie
Sem falar nas comorbidades associadas ao transtorno de aprendizado. Os dislexos, em maior ou menor grau, podem ser igualmente confusos ao se localizarem espacialmente e se perderem na tentativa de identificar a lateralidade, esquerda e direita. Podem ser dispersos por causa do diagnóstico de transtorno de deficit de atenção (TDAH). Às vezes, ainda apresentam alterações auditivas (Processamento Auditivo Central) e têm dificuldades de interpretar os sons. Tarefas simples, como decorar músicas e entender piadas, podem resultar em um fiasco. Crianças disléxicas podem não interagir em brincadeiras em grupo porque não compreendem os comandos rapidamente. Anotar recados é um martírio. Rimas soam incompreensíveis e fazer contas pode ser um suplício. Olhar as horas em relógio de ponteiro? Nem pensar.

Outros disléxicos famosos
  • Leonardo Da Vinci
  • Franklin D. Roosevelt
  • Vincent Van Gogh
  • Tom Cruise
  • Whoopi Goldberg

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

INCLUSÃO: TESTE SIMPLES DE DISCALCULIA

Distúrbios na aprendizagem
MENINA OLHANDO PARA CÁLCULOS NO QUADRO SEM SABER O QUE FAZER
TESTE SIMPLES DE DISCALCULIA
Podemos, de maneira informal, realizar um teste simples para diagnosticas a presença de discalculia, em alunos que já se encontram no 5º e 6º ano e apresentam dificuldades acentuadas na matemática.
Para isto, podemos dar um questionário com perguntas de resposta direta (sim e não) e somamos os pontos. Se a pontuação geral for de 16 pontos ou mais, podemos passar a uma investigação mais detalhada e buscar um diagnóstico interdisciplinar.
Peça para o aluno que responda as seguintes perguntas:
1. As vezes, ao copiar os números do quadro, escrevo na ordem errada;
2. Ao usar o telefone móvel ou de casa, escrevo os números de maneira errada e não consigo lembrar os números mesmo quando os uso regularmente;
3. Somar e subtrair são operações difíceis para mim;
4. Não consigo compreender frações;
5. Não compreendo o significado de números pares e ímpares;
6. Quando alguém fala em números pares e ímpares, tenho que pensar muito para identificar cada um;
7. Nunca poderei trabalhar em uma loja pois tenho dificuldades com o troco;
8. Me confundo sempre com relógios analógicos;
9. Nunca consigo subtrair números grandes;
10. Não consigo entender a tabuada;
11. Não consigo identificar os símbolos matemáticos ( – ou +), não sei o seu nome e o que eles significam;
12. Todos da minha turma sabem raiz quadrada mas, na realidade, eu não sei;
13. Acho difícil copiar um conjunto de números do quadro para o caderno;
14. Mesmo quando uso a calculadora, o resultado não dá certo;
15. Quando tenho que resolver um problema não consigo terminar;
16. As vezes, esqueço o nome das figuras geométricas como círculo e triângulo;
17. Quando resolve um exercício matemático, a folha fica sempre bagunçada;
18. As vezes, sei a resposta do problema mas não sei como eu cheguei lá;
19. Fico confuso com números elevados como 1000 e 9999 e não consigo identificar o mais elevado;
20. Quando viajo, não percebo o valor do dinheiro em outros países;
21. Não compreendo porcentagens;
22. Não tenho ideia de como resolver um problema tipo: se um homem demora cinco minutos para percorrer 10 km, quanto tempo leva para percorrer 12 km, mesmo que os outros da minha turma consigam;
23. A matemática me assusta e não entendo como funciona;
24. Se tenho que responder uma pergunta relacionada com números, fico ansioso e não lido bem.
http://atividadeparaeducacaoespecial.com/inclusao-teste-simples-de-discalculia/

sábado, 6 de setembro de 2014

Atraso na aquisição da fala e sua deficiente percepção fonética.

Aprendizagem x Desenvolvimento
Dislexia
Pesquisas científicas neurobiológicas recentes concluiram que o
sintoma mais conclusivo acerca do risco de dislexia em uma criança, pequena ou mais velha, é o atraso na aquisição da fala e sua deficiente percepção fonética.
- Quando este sintoma está associado a outros casos familiares de dificuldades de aprendizado - dislexia é, comprovadamente, genética, afirmam especialistas que essa criança pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, idade ideal para o início de um programa remediativo, que pode trazer as respostas mais favoráveis para superar ou minimizar essa dificuldade. A dificuldade de discriminação fonológica leva a criança a pronunciar as palavras de maneira errada. Essa falta de consciência fonética, decorrente da percepção imprecisa dos sons básicos que compõem as palavras, acontece, já, a partir do som da letra e da sílaba. Essas crianças podem expressar um alto nível de inteligência, "entendendo tudo o que ouvem", como costumam observar suas mães, porque têm uma excelente memória auditiva.
Portanto, sua dificuldade fonológica não se refere à identificação do significado de discriminação sonora da palavra inteira, mas da percepção das partes sonoras diferenciais de que a palavra é composta. Esta a razão porque o disléxico apresenta dificuldades significativas em leitura, que leva a tornar-se, até, extremamente difícil sua soletração de sílabas e palavras. Por isto, sua tendência é ler a palavra inteira, encontrando dificuldades de soletração sempre que se defronta com uma palavra nova. Porque, freqüentemente, essas crianças apresentam mais dificuldades na conquista de
domínio do equilíbrio de seu corpo com relação à gravidade, é comum que pais possam submete-las a exercícios nos chamados "andadores" ou "voadores". Prática que advertem os especialistas, além de trazer graves riscos de acidentes, é absolutamente inadequada para a aquisição de equilíbrio e desenvolvimento de sua capacidade de andar, como interfere, negativamente, na cooperação harmônica entre áreas motoras dos hemisférios esquerdo-direito do cérebro.
Por isto, crianças que exercitam a marcha em "andador", só adquirem o domínio de andar sozinhas, sem apoio, mais tardiamente do que as outras crianças. Além disso, o uso do andador como exercício para conquista da marcha ou visando uma maior desenvoltura no andar dessa criança, também contribui, de maneira comprovadamente negativa, em seu desenvolvimento psicomotor potencial-global, em seu processo natural e harmônico de maturação e colaboração de lateralidade hemisférica-cerebral.
Na Primeira Infância:
1 - atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar;
2 - atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio á pronúncia de palavras;
3 - parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo;
4 - distúrbios do sono;
5 - enurese noturna;
6 - suscetibilidade à alergias e à infecções;
7 - tendência à hiper ou a hipo-atividade motora;
8 - chora muito e parece inquieta ou agitada com muita freqüência;
9 - dificuldades para aprender a andar de triciclo;
10 - dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares.
A Partir dos Sete Anos de Idade:
1 - pode ser extremamente lento ao fazer seus deveres:
2 - ao contrário, seus deveres podem ser feitos rapidamente e com muitos erros;
3 - copia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve;
4 - a fluência em leitura é inadequada para a idade;
5 - inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever;
6 - só faz leitura silenciosa;
7 - ao contrário, só entende o que lê, quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra;
8 - sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode borrar ou ligar as palavras entre si;
9 - pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem e direção de letras e sílabas;
10 - esquece aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas, dias ou semanas;
11 - é mais fácil, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe através de exames orais;
12 - ao contrário, pode ser mais fácil escrever o que sabe do que falar aquilo que sabe;
13 - tem grande imaginação e criatividade;
14 - desliga-se facilmente, entrando "no mundo da lua";
15 - tem dor de barriga na hora de ir para a escola e pode ter febre alta em dias de prova. (Fonte: www.dislexia.com.br)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Estudo com imagens 3D do cérebro busca marcadores biológicos do TDAH

Objetivo é encontrar evidências neurológicas para que, no futuro, o diagnóstico não seja apenas clínico

abril de 2014
Ana Carolina Leonardi
Shutterstock
O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) está entre as disfunções cerebrais infantis mais comuns, podendo persistir na fase adulta. Desde os anos 70, porém, tanto o diagnóstico quanto o tratamento do distúrbio são alvo de questionamentos. Uma das principais controvérsias é o diagnóstico ser apenas clínico, feito com base na observação dos sintomas pelo médico ou psicólogo, que considera principalmente informações dadas por pais e educadores.

O pesquisador André Fujita, doutor em bioinformática, professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) busca marcadores biológicos do TDAH. Com estudos publicados nos periódicos NeuroImage e Systems Neuroscience, Fujita usa a tecnologia de ressonância magnética funcional (fMRI) para comparar imagens tridimensionais (3D) do cérebro de crianças com e sem déficit de atenção, buscando identificar alterações associadas ao sintomas de TDAH. Em dois anos de estudo, ele registrou imagens do cérebro de 200 crianças com o diagnóstico clínico de TDAH e 450 sem o transtorno.

Através da neuroimagem, é possível mapear a atividade cerebral e identificar quais áreas estão mais ou menos ativas quando o cérebro realiza uma tarefa ou em pessoas diagnosticadas com algum distúrbio mental. Atualmente, o transtorno de déficit de atenção é considerado um problema neurológico, relacionado a uma “desorganização” do funcionamento integrado de alguns circuitos neuronais. O desafio da equipe de Fujita é calcular qual nível de desorganização, chamado de entropia da rede, pode ser considerado normal, definindo-o por meio da análise dos pontos mapeados do cérebro das pessoas sem TDAH. Comparando a esse número os dados da imagem de um indivíduo com déficit de atenção, seria possível confirmar o diagnóstico.

Processar tamanha quantidade de dados exigiu que do grupo de pesquisadores, vinculados à USP, à Universidade Federal do ABC e à Universidade de Princeton, a criação de algoritmos e programas capazes de avaliar a aleatoriedade de um sistema. Por isso, o estudo não envolve apenas neurociência, mas matemática, estatística e computação.

No entanto, ainda é difícil considerar a aplicação clínica das descobertas do estudo, uma vez que ainda não foram encontrados marcadores biológicos claros de quais as áreas cerebrais que de fato se relacionam ao TDAH. O próximo passo do grupo é, portanto, precisar as relações entre as regiões do cérebro e o transtorno. (Com informações da Agência Universitária de Notícias)

Leia mais

Videogame brasileiro promete ajudar no tratamento de TDAH

Desenvolvido em parceria entre universidades nacionais e americanas, jogo visa treinar controle inibitório

Passeio no parque pode aliviar sintomas de TDAH

Vinte minutos de caminhada aumentaram a capacidade de concentração das crianças
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/estudo_com_imagens_3d_do_cerebro_busca_marcadores_biologicos_do_tdah.html#.U39jE7YQfTM.facebook

domingo, 31 de agosto de 2014

Entenda os motivos para o aumento de 800% no uso de Ritalina no país

Medicamento é usado para tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

11/08/2014 | 21h15
Entenda os motivos para o aumento de 800% no uso de Ritalina no país Emílio Pedroso/Agencia RBS
Na última década, a importação e a produção do medicamento também cresceram 373% no País Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS
Em dez anos, o uso de metilfenidato — o princípio ativo da Ritalina, nome comercial — cresceu 775% no país, passando de 94 kg consumidos em 2003 para 875 kg em 2012. Já a importação e a produção da substância, indicada para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), cresceram 373%, passando de 122 kg em 2003 para 578 kg em 2012.

Leia todas as últimas notícias de Zero HoraOs dados são de uma pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), realizada pela psicóloga Denise Barros, que compilou as informações dos relatórios anuais sobre substâncias psicotrópicas da Junta Internacional de Controle de Narcóticos, órgão vinculado às Nações Unidas.

O que é Ritalina?
Ritalina é um medicamento que modifica a função cerebral e aumenta a disponibilidade de dopamina, neurotransmissor responsável por muitas funções do comportamento humano, como, por exemplo, o humor, o prazer e o controle dos impulsos. Hoje, a substância é usada essencialmente para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Conforme o professor Claiton Henrique Dotto Bau, orientador dos Programas de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular e em Ciências Médicas: Psiquiatria da UFRGS e membro do Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade (ProDAH) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, os sintomas do transtorno são desatenção, a dificuldade de manter o foco e a concentração nas atividades, e a hiperatividade, manifestada pela inquietude e impaciência. O TDAH é diagnosticado por psiquiatras, em avaliações psiquiátricas.

Por que o uso do medicamento aumentou no país?
O acesso à informação se tornou muito grande e, com isso, as pessoas começaram a conhecer o TDAH e se identificar com os sintomas, procurando tratamento, conforme o professor Claiton Henrique Dotto Bau. As pesquisas mostram que 5% das crianças e adolescentes do mundo possuem o transtorno, enquanto o índice nos adultos varia entre 2,5% e 4%. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, afirma que, apesar da alta no consumo, ainda há milhares de brasileiros com TDAH sem tratamento. Um estudo publicado em 2012 na Revista Brasileira de Psiquiatria apontou que apenas 19% dos brasileiros com TDAH fazem o tratamento com medicação. No entanto, algumas pessoas também ingerem o medicamento para fazer provas ou estudar para concursos, o que é um uso indevido.

O que este aumento significa?
Para o psiquiatra Maurício Marx, o aumento significativo do uso do medicamento mostra que há “excesso de diagnóstico”, favorecido pelo estilo de vida moderno, pois as pessoas apresentavam sintomas parecidos ao do transtorno devido ao excesso de demanda à atenção. Já a psicóloga Simone Bampi, conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRP-RS), afirma que o crescimento do uso de Ritalina preocupa, pois está relacionada com a “medicalização da educação”, dada a incidência de crianças e adolescentes sendo “excessivamente medicalizados” para aumentar o rendimento escolar e para se adequar aos padrões de produção e comportamento. Segundo ela, o fato de a criança não aprender ou não se comportar em sala de aula é relacionado a alguma doença, mas a simplificação de diagnóstico não permite refletir sobre o contexto no qual a criança está inserida. Os diagnósticos que são apresentados como rótulos podem ser claramente nocivos para o desenvolvimento psíquico de uma criança, conforme Simone.

O que poderia ser uma alternativa para o uso de Ritalina?
Quando o TDAH é diagnosticado corretamente, o tratamento mais comum é com metilfenidato, mas existem outros medicamentos que também podem ser usados, como a bupropiona, um antidepressivo, segundo o psiquiatra Maurício Marx. Em alguns casos, quando o transtorno é mais leve, ele pode ser tratado sem medicamentos, com a psicoterapia. No caso das crianças, a psicóloga Simone Bampi afirma que, além da psicoterapia, é preciso orientar a escola e a família.
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/08/entenda-os-motivos-para-o-aumento-de-800-no-uso-de-ritalina-no-pais-4572982.html

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

          Este estudo está sendo realizado, com a finalidade de compreender a hiperatividade e orientar-nos enquanto educadoras a cerca do desenvolvimento da aprendizagem da criança portadora deste transtorno, pois é alarmante o número elevado de crianças e adolescentes que vem apresentando estes sintomas em nossa sociedade.
             Entendemos que, na atual conjuntura da sociedade há fatores familiares, culturais e biológicos entre outros que interferem no desenvolvimento da criança e do adolescente, e que se refletem diretamente na escola, e conseqüentemente na sala de aula. Muitas vezes, ao trabalhar com crianças em sala de aula, encontramos dificuldades em desenvolver as atividades devido ao seu comportamento e a falta de conhecimento do educador faz com que classifiquemos todos da mesma forma: ou são hiperativos, ou desobedientes e indisciplinados.
            Espera-se que este estudo sirva de orientação para distinguir a hiperatividade da falta de limite, porém deve-se ter muito cuidado, pois a linha que separa essas duas situações é muito tênue, deixando assim pais e professores aflitos quanto ao desenvolvimento do trabalho com crianças portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH.

2 CONCEITUANDO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE/TDAH
     
              Para compreendermos o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, primeiramente é necessário esclarecer a diferença entre o conceito de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção. Muitas crianças são portadoras de TDAH, mas nem sempre a criança desatenta pode ser considerada hiperativa, embora as crianças hiperativas, geralmente apresentem déficit de atenção. Gerber apud Silva (2003), entende a distrabilidade, a Impulsividade e a hiperatividade da seguinte forma:

2.1 DISTRABILIDADE - muitas crianças que apresentam distúrbio de déficit de atenção (ADD), juntamente com distúrbio de aprendizagem parecem ter uma extensão de atenção curta; ou seja, sua habilidade de concentração é limitada em duração. Uma habilidade reduzida para focalizar estímulos relevantes a tarefas externas ou para mudar, flexivelmente, entre o processamento interno e externo é vista como devastadora para a concentração e a aprendizagem (RUDEL, 1988).

2.2 IMPULSIVIDADE - a impulsividade é um padrão de resposta excessivamente rápida na ausência do processamento adequado de informações ou monitoração de adequação, ou precisão.
2.3 HIPERATIVIDADE – A natureza e a etiologia dos distúrbios de atenção e, mais especificamente, hiperatividade, foram assuntos de debate no decorrer das duas a três últimas décadas. Na perspectiva médica a hiperatividade foi considerada como sintoma de prejuízo neurológico (DENCLA, 1972).

            Através de estudos e pesquisas tem se atribuído várias siglas e denominações para referir-se ao Distúrbio de Déficit de Atenção. Em um número recente da Atenttion, revista americana do CHADD, uma associação de DDAS e simpatizantes, foi sugerido que de agora em diante, se utilizasse a sigla DA/HI quando estiverem discutindo sobre o Distúrbio do Déficit de Atenção com hiperatividade-impulsividade, enquanto DDA será usado o distúrbio com características predominante desatentivas.
            Na visão de Silva, 2003. o DDA é um trio de respeito: distração, impulsividade e hiperatividade. O comportamento DDA nasce do que se chama trio de base alterada. E a partir desse trio de sintomas – formado por alterações de atenção, impulsividade e da velocidade da atividade física e mental – que irá se desvendar todo o universo DDA, que, muitas vezes, oscila entre o universo da plenitude criativa e o da exaustão de um cérebro que não para nunca.

3 POSSÍVEIS CAUSAS DO TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE.
          
            Na visão de alguns autores sobre as possíveis causas do Distúrbio de Déficit de Atenção e Hiperatividade, sabendo-se que, esse distúrbio ainda está sendo pesquisado, pois há muitos questionamentos que não tem uma resposta definida. Para Goldstein (2000), a hiperatividade tem como as principais causas:

- traumas durante o parto- distúrbios clínicos;
- distúrbios convulsivos;
- efeitos colaterais de medicamentos;
- dieta alimentar;
- chumbo;
- infecções de ouvido;
- hereditariedade;
- lesões cerebrais.

          A hereditariedade é a causa mais freqüente de hiperatividade, podendo assim ser compreendida como resultante de uma disfunção do centro de atenção do cérebro que impede que a criança se concentre e controle o nível de atividade, as emoções e o planejamento. O comportamento hiperativo, portanto, pode ser encarado como um mau funcionamento desse centro de atenção, acarretando problemas de desempenho. Alguns autores concordam em parte, porém, pesquisas recentes constataram que o Distúrbio de Déficit de Atenção, trata-se de uma disfunção e não de uma lesão cerebral como anteriormente se pensava. Segundo Silva (2003), os diversos fatores que estão envolvidos no funcionamento do cérebro DDA, são:

- fatores genético
- alterações estruturais e funcionais no DDA;
- fatores ambientais (externos);
- visão multifatorial.

4 CARACTERÍSTICAS DO TDA/H

            Existem algumas características básicas que, segundo Rhode e Benczik (1999), são: desatenção, agitação (ou hiperatividade) e impulsividade. Pode levar a dificuldades emocionais, de relacionamento familiar e social, bem como a um baixo desempenho escolar. Muitas vezes é acompanhado de outros problemas de saúde mental.

4.1 SINTOMAS DA DESATENÇÃO

a) não prestar atenção a detalhes ou cometer berros por descuido;
b) ter dificuldade para concentrar-se em tarefas e/ou jogos;
c) não prestar atenção ao que lhe é dito (“estar no mundo da lua”)
d) ter dificuldade em seguir regras e/ou não terminar o que começa;
e) ser desorganizado com as tarefas e materiais;
f) evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;
g) perder coisas importantes;
h) distrair-se facilmente com coisas que não tem nada a ver com o que está fazendo;
I) esquecer compromissos e tarefas.

4.2 SINTOMAS QUE FAZEM PARTE DO GRUPO DE HIPERATIVIDADE/IMPULSIVIDADE

a) ficar remexendo mão e/ou pés quando sentado;
b) não parar sentado por muito tempo;
c) pular, correr excessivamente em situações inadequadas ou ter uma sensação interna de inquietude (ter
    bicho carpinteiro por dentro)
d) ser muito barulhento para jogar ou divertir-se;
e) Ser muito agitado (“a mil por hora” ou “um foguete”);
f) falar demais;
g) responder às perguntas antes de terem sido terminadas;
h) ter dificuldade de esperar a vez;
i) intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.

5 ALGUMAS ORIENTAÇÕES...

5.1 AOS PROFESSORES

            Para que os alunos com TDAH sejam estimulados, se faz necessário que tanto a escola quanto a família tenham a compreensão do que acontece no processo do desenvolvimento deste sujeito. Para isso, deve-se ter um olhar especial para as ações aplicadas no intuito de contemplar o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo. Antes de qualquer coisa, os professores devem fazer uma avaliação dos pontos abaixo:

      • Qual é a dificuldade mais importante do aluno portador de TDAH? O que mais atrapalha no 
         desempenho escolar daquele aluno?
  • Ao conseguir responder essa pergunta, o professor cria melhores condições para traçar as estratégias que aplicará em sala de aula. Quando se conhece aquilo que de fato tem atrapalhado o bom desempenho de um determinado aluno, fica mais fácil pensar em soluções viáveis e eficazes. Depois disso, o segundo passo é saber distinguir o que o portador é capaz de fazer ou não. Observar o aluno e estudar o TDAH são as melhores formas de distinguir o que é sintoma e/ou conseqüência do transtorno e o que não é. Nesse sentido, cuidado para não repreender o tempo todo: sintomas primários não podem ser punidos.

  • Recompensar progressos sucessivos ao invés de esperar comportamento perfeito. Essa é uma dica de ouro! Independente de ser portador de TDAH, essa dica deve valer para todos e para todo processo de mudança importante. Para o TDAH é ainda mais válido, porque os portadores tem mais dificuldade em lidar com recompensas a longo prazo.
          Todos os recursos abaixo podem e dever usados para os alunos portadores de TDAH. Construí-los de uma forma divertida e em grupo com os alunos, ajuda ainda mais a engajá-los na importância de tais ferramentas.
  •  Lembretes em agendas e/ou cadernos
  • Listas de tarefas
  • Anotações em provas e trabalhos
  • Quadro de Avisos e cronogramas, servindo como ferramentas organizadoras de horários e datas importante
  •  Outra dica, ainda dentro dessa dica é eleger juntos com os alunos alguns representantes para serem responsáveis por cada um desses recursos. 
             O importante é o resultado e não o processo. Esse é um dos conceitos da educação inclusiva, que não pode ser perdido de vista. O ideal, não é tentar encaixar a todo custo um aluno com especificidades em um modelo educacional, que mais dificulta do que facilita o aluno portador de TDAH a desenvolver sua competência.
  • Ambientes com muitos distratores/estímulos externos devem ser evitados. Uma sala de aula deve contar apenas elementos necessários para a situação de aula, daquele momento. Murais com muitas informações ficam mais bem colocados nos corredores, por exemplo. Músicas ou barulhos externos com freqüência também devem ser evitados.
  • Atividades que exijam maior integridade da atenção sustentada devem ser feitas preferencialmente no início da aula, ou seja, as tarefas que demandem mais atenção contínua por um período de maior devem ser priorizadas e assim serem feitas no início da aula.
  • Por exemplo: Provas deverão acontecer no primeiro tempo de aula. No último tempo o aluno já teve várias aulas, de várias matérias, que acabam funcionando como elementos de distração e podem prejudicar todos os alunos, especialmente os portadores desnecessariamente.
  • Conscientizar os alunos portadores de TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo. Os portadores precisam se dar conta de que interromper a fala da professora ou a andamento das atividades pode ser altamente improdutivo para ele e para o grupo. Isso deve ser feito individualmente e de forma que não culpe o aluno. Apenas sirva como uma conversa esclarecedora.

5.2 DICAS PARA PAIS

            Educar um filho com TDAH, não é tarefa das mais simples. Paciência, firmeza e disciplina são algumas das características que quem convive com o portador de TDAH, precisa ter. Além de seguir com comprometimento o tratamento prescrito pelo médico, há algumas dicas simples que podem tornar a vida dos pais e da criança mais sadia e feliz.
             O comportamento dos pais não é a causa do TDAH, mas pode agravá-lo. Um lar estruturado, com harmonia e carinho, é importante para qualquer criança, e indispensável para os portadores de TDAH, que precisam de bastante suporte para superar suas dificuldades.
             A casa precisa ter regras claras e que sejam seguidas por todos. Os pais atuam como modelo para os filhos, portanto, devem agir como gostariam que ele agisse. Só assim, a criança terá parâmetros de comportamento bem definidos e saberá o que é exigido dela.
             Elogie, elogie, elogie. É sempre melhor dar atenção aos bons comportamentos do que punir sempre que algo indesejável acontece. Não espere pelo comportamento perfeito. Valorize pequenos passos alcançados. Lembre-se que ela está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às não consegue. Crianças portadoras de TDAH tendem a ser muito criticadas, rotuladas de bagunceiras e desobedientes e podem se sentirem frustradas por não conseguirem corresponder às expectativas dos adultos. Ofereça atenção e carinho ao seu filho.
             Dar carinho e atenção não significa deixar de educar com firmeza, impondo limites quando necessário. A criança precisa aprender a cumprir regras e o respeito a elas deve ser exigido. Leia sobre o assunto para entender o que se passa com seu filho e qual a melhor maneira de ajudá-lo. Compreenda suas limitações, não exija demais dele, e invista em suas potencialidades. O psiquiatra, o neurologista e o psicólogo especializados em TDAH, são sempre a melhor fonte para recomendar livros, textos e sites relacionados.

6 CONCLUSÃO

              Diante do que foi abordado neste estudo, verificamos que o Déficit de Atenção e Hiperatividade ainda é um distúrbio que se encontra em um processo de pesquisa, pois é tudo muito novo sobre este tema e com um enfoque que abrange áreas do cérebro humano, que por ser muito complexo, a ciência ainda não tem respostas precisas.
              Parte da nossa sociedade vem apresentando um quadro preocupante em busca do sucesso pessoal, pois vivemos em uma sociedade capitalista onde as relações humanas são colocadas em segundo plano, atingindo diretamente as crianças, os jovens e os adolescentes, gerando diversas situações como: estresse, drogadição, violência emocional, física, entre outros fatores.
              Este estudo ampliou nossos conhecimentos, mas consequentemente nos trouxe dúvidas e questionamentos a respeito da fronteira entre o comportamento social e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Mas com os dados que temos, já é um bom caminho para desenvolver um trabalho significativo com as crianças que por ventura apontem em seu comportamento, este tipo de distúrbio. Para isso, precisamos contar com profissionais cada vez mais qualificados e comprometidos com o aprendizado destes alunos.


REFERÊNCIAS

COOL, César; PALACIOS, Jesús; MARCHESI, Alvaro. Desenvolvimento Psicológico e Educação – Necessidades Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar. Porto Alegre: Artmed, 1995.

GOULDSTEIN, Sam; GOLDSTEIN Michel. Hiperatividade: Como desenvolver a capacidade de atenção da criança. 4 ed. Campinas, SP: Papirus, 1998.

RHODE, Augusto P., BENCZIK, Edyleine B. P., Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade – O que é e como ajudar. Porto Alegre: Artmed, 1999.

SILVA, Ana Beatriz B. Mentes Inquietas: Entendendo melhor o mundo das pessoas distraídas, impulsivas e hiperativas. São Paulo: Gente, 2

http://www.tdah.org.br/

http://www.rota83.com/
http://pedagogiandonoipa.blogspot.com.br/p/transtorno-de-deficit-de-atencao-e.html