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sábado, 1 de março de 2014

Adaptação Curricular

http://mathernaassessoriapedagogica.wordpress.com/2014/02/27/adaptacao-curricular/



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Cada escola faz seu planejamento e se organiza de acordo com o conhecimento que se deseja que o aluno construa.
No entanto, sabemos que a sala de aula, é um ambiente de diversidade. Nenhum aluno é igual ao outro. Cada um possui suas peculiaridades, além de possuírem habilidades e dificuldades distintas.
Desta forma, as atividades previstas devem ser planejadas para atender a todos.
É necessário que se tenha um olhar diferenciado para que o professor consiga fazer uma boa observação e identificar as necessidades de seus alunos.
Uma vez essas necessidades sinalizadas cabem ao professor elaborar a forma de planejar suas atividades para que o conteúdo proposto chegue ao aluno de forma mais natural e funcional.
E como fazer isso?
As atividades devem ser significativas, devem ter algum contexto na vida do aluno.
Por exemplo:
Aluno: João, Deficiente Intelectual, 8 anos, não alfabetizado.
Meta: Conhecer e identificar as letras do seu nome.
Pensando neste caso:
O que valeria João aprender todas as letras do alfabeto se em seu nome é necessário compreender apenas as letras J, O e A?
O que valeria João aprender números até o 20, 30 se seu nome tem 4 letras, sua idade é 8 anos e suas mãos tem 10 dedos?
Será que seria útil João saber distinguir o que é letra bastão e letra cursiva?
Vamos pensar?
Diga-me: o que é mais importante?
  • Que o professor dê conta de todas as atividades preocupando-se apenas com a transmissão de conteúdos?
  • Que o aluno não compreenda as atividades em sua totalidade, mas que consiga realizar todos os registros das atividades propostas?
  • Que o aluno não compreenda as atividades em sua totalidade, não consiga fazer todos os registros e na avaliação, consiga uma pontuação mínima necessária?
Ou
  • Que o aluno compreenda a ideia das atividades propostas e consiga demonstrar seus conhecimentos da melhor forma possível, sem se preocupar com registros e avaliações?
O que eu quero dizer?
Que não importa o modo que o aluno transmita seus conhecimentos, se há ou não registros, mas sim, a forma que ele demonstra ter entendido sobre a ideia proposta pela atividade.
É importante respeitar o tempo da criança/adolescente para a realização das atividades propostas, é necessário agir com naturalidade e trabalhar com os demais estudantes sobre as diferenças.
Desmistificar a deficiência evita rejeição ou superproteção e trabalhar com a funcionalidade estimula o aprendizado e cria um clima de colaboração para garantir com sucesso, a inclusão.
É isso.
Forte Abraço
Joana Canfora
Imagem do Filme: “Como estrelas na Terra – Toda criança é especial “- filme indiano de 2007 que trata sobre a dislexia.

2012 - Uma Mensagem de Esperança II / A Message of Hope II (Legendado PT)


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Para pesquisador, rótulo de dislexia é usado como desculpa pelos pais

Segundo psicólogo inglês, pais de classe média usam distúrbio para encobrir falhas como preguiça e dificuldade na aprendizagem

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/para-pesquisador-rotulo-de-dislexia-usado-como-desculpa-pelos-pais-11718288#ixzz2ufcNiAFb
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Crianças participam de roda de leitura em escola pública no Ceará
Foto: Jarbas Oliveira / Agência O Globo
Crianças participam de roda de leitura em escola pública no Ceará Jarbas Oliveira / Agência O Globo
RIO - A dislexia é um rótulo sem sentido. A afirmação é do psicólogo educacional e ex-professor de necessidades especiais Julian Elliott, que considera o distúrbio uma espécie de desculpa usada pelos pais de classe média para encobrir falhas como preguiça e dificuldade na aprendizagem por parte de seus filhos. Entretanto, o especialista da Universidade de Durham, na Inglaterra, não nega que algumas crianças possuem, de fato, problemas complexos de leitura.
Para Elliott, a definição de dislexia é tão ampla que torna impossível fazer qualquer separação significativa de outras pessoas que apresentem diferentes dificuldades em leitura. Em entrevista para o “Mail Online”, ele defende que, no lugar de submeter as crianças a testes diagnósticos caros e demorados, as escolas devem se concentrar em identificar desde cedo aqueles que lutam para ler e tratar todas as pessoas com problemas iguais.
"Você tem uma longa lista de sintomas para Dislexia, como ansiedade ao ler em voz alta. Mas isso pode ser esperado de qualquer criança que está aprendendo a ler", exemplificou o professor Elliott . "Você mostra a um pai esta lista de sintomas e eles dizem: ‘Você tem razão, eu não sabia que meu filho era disléxico’."
Para ele, enquanto os pais só quererem o melhor para seus filhos, acabam sendo "lamentavelmente enganados sobre o valor de um diagnóstico de dislexia".
Na opinião do professor, como as crianças diagnosticadas com a condição podem obter mais ajuda no ensino individual e tempo extra para fazer exames, os pais também se beneficiam com o rótulo. De acordo com o especialista, diagnósticos de dislexia são mais difundidos entre famílias mais ricas, já que os pais de classe média tendem a procurar esse tipo de avaliação, com medo de que seus filhos sejam julgados como lentos ou preguiçosos.
"A maioria dos pais está muito satisfeita com o rótulo", disse o professor à reportagem. "Profissionais me disseram que concordam, mas eles ainda usam o termo, porque ele faz as pessoas felizes."
Em 2009, um inquérito do Comitê em Alfabetização concluiu que a definição de dislexia era demasiado ampla para ser significativo. O comitê também acusou o governo britânico de ceder à pressão do “lobby dislexia” na formulação de sua política educacional.
Por outro lado, a reportagem também mostrou que as instituições de pesquisa defendem que a dislexia tem valor científico e educacional. A Associação Dislexia Britânica estima que 10% dos britânicos sofrem do distúrbio, que provoca dificuldade em aprender a soletrar, ler e escrever

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Algumas Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH: Atenção, memória sustentada

Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas

1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.
2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão... Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.
3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.
4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.
4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.
5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola.
6 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada.
7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.
8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.
9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.
 
Tempo e processamento das informações

1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. Clique aqui para ver um exemplo.
2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.
3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.
4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.
5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.
6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.
7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.
 
Organização e técnicas de estudo

1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.
2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.
3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.
4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.
5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.
6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.
7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.
 
Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas

1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc.
2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.
3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.
 
Inibição e autocontrole

1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.
2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.
3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.
4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.
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ELE VIVE TROCANDO LETRAS....

O QUE AS ESCOLAS NÁO ENSINAM

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