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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dislexia: conheça histórias de quem aprendeu a viver com o transtorno de linguagem

Veja quais são as estratégias encontradas pelos disléxicos par

 
Um código muito particular »

Dislexia: conheça histórias de quem aprendeu a viver com o transtorno de linguagem

Veja quais são as estratégias encontradas pelos disléxicos para conviver com o transtorno de aprendizagem que afeta 1,8 milhão de pessoas

http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/09/24/noticia_saudeplena,150490/dislexia-conheca-historias-de-quem-aprendeu-a-viver-com-o-transtorno.shtml
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Flávia Duarte - Revista do CBPublicação:24/09/2014 09:00Atualização:24/09/2014 12:44
Charles Darwin  (Reprodução Internet)
Charles Darwin
“Esse problema não aparece fisicamente. Seria melhor não ter um braço porque aí notariam que somos diferentes.” A frase resume uma infância e uma adolescência de sofrimentos e julgamentos. Com uma sinceridade totalmente despida de medos, apropriada só mesmo por quem enfrenta um drama invisível e — por muito tempo inexplicável —, o psicólogo Otávio Giacomo, 50 anos, encontra uma dura definição de como é conviver com a dislexia. Ele é apenas um no universo de pelo menos 1,8 milhão de pessoas, segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a ser diagnosticado com o distúrbio de aprendizagem que torna incompreensível, no primeiro momento, a ligação entre letras e sons.


O problema não pode ser considerado uma doença. O cérebro do disléxico é fisicamente intacto, sem qualquer lesão que possa diferi-los dos demais. O órgão só funciona de maneira diferente, o que dificulta o processo de leitura e escrita. Cognitivamente, quem tem o distúrbio é igualmente apto a desempenhar qualquer atividade, sem qualquer prejuízo. Mas, se o processo envolver letras e números, certamente o tempo demandado para a conclusão do desafio será diferente. Eles são mais lentos, já que o caminho que percorrem para chegar até o fim da tarefa de ler e escrever é mais tortuoso e com obstáculos adicionais.

Albert Einstein  (Reprodução Internet)
Albert Einstein
Imagens do cérebro de crianças com dislexia sugerem que, quando estão aprendendo a ler e escrever, elas ativam áreas cerebrais diferentes daquelas ativadas por meninos e meninas sem a mesma dificuldade. “Na verdade, nosso cérebro não está programado para ler. Essa é uma habilidade artificial que treinamos. A escrita é feita de códigos criados pelo homem e entre 5% e 10% das pessoas têm dificuldades de aprendê-los”, explica Augusto Buchweitz, pesquisador do projeto ACERTA, do Instituto do Cérebro da PUC-RS, que têm como objetivo estudar o que ocorre no cérebro das crianças em fase de alfabetização e que apresentam problemas de aprendizagem.

“Eles não têm questões médicas relevantes; têm QI normal, muitas vezes, inclusive, acima da média. O que existe é uma dificuldade em decodificar as palavras com fluência e velocidade”, esclarece Augusto. Dá para ter uma ideia desse tempo particular. Enquanto um leitor sem qualquer traço de dislexia lê, em média, de quatro a cinco palavras por segundo e atinge cerca de 200 por minuto, o cérebro do disléxico apresenta outro ritmo. Ele busca conexões similares para fazer a mesma tarefa e, por tal razão, precisa de mais prazo. Assim, uma criança disléxica lerá, em média, de 10 a 30 palavras a cada minuto.

Cher (cantora)  (Reprodução Internet)
Cher (cantora)
Uns serão mais ou menos velozes. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais rapidamente esse cérebro encontrará suas próprias artimanhas para superar uma dificuldade da qual não se livra nunca. Não há cura para a dislexia, que é antes de tudo uma herança genética. Disléxicos têm um dos pais com as mesmas características.

Há diferentes graus do quadro, mas alguns sintomas definem o distúrbio. Um dos pontos determinantes do diagnóstico está relacionado à incapacidade de a pessoa “relacionar o código escrito com o falado; fazer uma relação entre o som e a letra que ele representa”, explica a pedagoga Margot Marinho. Na prática, é como se no primeiro contato com o alfabeto, as letras, tampouco a combinação delas, não fizessem o menor sentido. É como ser um estrangeiro no seu próprio idioma.

O desafio de quem tem essa disfunção cerebral é encontrar mecanismos de se apropriar desses códigos e compreendê-los. Só assim vai ser capaz de ler e escrever correta e fluentemente. “O processo de decodificação deles é um pouco diferente. Qualquer ordem é difícil para eles: o alfabeto, os meses do ano, os dias das semanas. Tudo para eles é aleatório. Não têm lógica”, define a fonoaudióloga Alice Sumihara, especialista em transtorno de deficit de atenção (TDAH) e dislexia pela Associação Brasileira de Dislexia.

Analisando o conceito, parece simples e superável. Identifica-se o problema ainda na infância, especialmente na fase de alfabetização, busca-se ajuda profissional — de fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, neurologistas — e, aos poucos, cada um encontra as estratégias para associar as letras aos sons que escutam. “Inclusive, campanha mundiais reforçam que quanto mais cedo começar a intervenção melhor será o quadro. Isso porque o cérebro é plástico”, afirma a fonoaudióloga e psicopedagoga Maria Angela Nico, presidente da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

Mas o caminho até lá é árduo. Especialmente quando o diagnóstico demora a chegar. Antes de entender o porquê de a criança não acompanhar o processo de leitura dentro da sala de aula, são muitos os julgamentos feitos. Muitas são acusadas de preguiçosas, consideradas menos capazes. A autoestima é destruída nesse processo. Tudo resultado de desconhecimento.

A criança, em geral, não consegue escrever corretamente as palavras. Ela ouve e compreende, mas colocá-las no papel de forma gráfica não tem lógica. Elas podem escrever palavras sem o menor sentido para um leitor normal e estarem certas de que leem o que querem dizer. Podem alterar a ordem das letras e “azedo” virar “adezo”, por exemplo. Podem pensar em colocar no papel “infância”, mas acabar saindo “infâmia”, que visualmente parece tanto com a primeira. Ainda estão mais propensas a juntar palavras e separar outras que deveriam se manter unidas. Podem trocar fonemas que, de tão semelhantes, provocam confusão em um cérebro que tem um funcionamento muito particular, como é o caso de “vaca” e “faca”.

"É muito difícil não ser burro e ser tratado como idiota" - Otávio Giacomo, psicanalista

Agatha Christie  (Reprodução Internet)
Agatha Christie
Sem falar nas comorbidades associadas ao transtorno de aprendizado. Os dislexos, em maior ou menor grau, podem ser igualmente confusos ao se localizarem espacialmente e se perderem na tentativa de identificar a lateralidade, esquerda e direita. Podem ser dispersos por causa do diagnóstico de transtorno de deficit de atenção (TDAH). Às vezes, ainda apresentam alterações auditivas (Processamento Auditivo Central) e têm dificuldades de interpretar os sons. Tarefas simples, como decorar músicas e entender piadas, podem resultar em um fiasco. Crianças disléxicas podem não interagir em brincadeiras em grupo porque não compreendem os comandos rapidamente. Anotar recados é um martírio. Rimas soam incompreensíveis e fazer contas pode ser um suplício. Olhar as horas em relógio de ponteiro? Nem pensar.

Outros disléxicos famosos
  • Leonardo Da Vinci
  • Franklin D. Roosevelt
  • Vincent Van Gogh
  • Tom Cruise
  • Whoopi Goldberg
  • Robin Williams


    Thomas Edison  (Reprodução Internet)
    Thomas Edison
    David Bailey (fotógrafo inglês)  (Reprodução Internet)
    David Bailey (fotógrafo inglês)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Por que a criança com TDAH tem tanta dificuldade em realizar o dever de casa?

TDAH – Como ajudar seu filho com os deveres de casa

Abaixo seguem algumas dicas sobre a criança com TDAH e a dificuldade de completar/realizar o dever de casa.
1 – Por que a criança com TDAH tem tanta dificuldade em realizar o dever de casa?
Para a maioria das crianças com TDAH, o dever de casa é motivo de desespero. Para as crianças que não tem o transtorno também não é fácil, mas elas não ficam horas lutando para terminar as tarefas passadas pelos professores. Todo o processo desde que o dever de casa é ditado ou entregue pelo professor até a hora em que ele é compreendido pelo aluno, é complexo e envolve comportamentos que são desafiantes para as crianças com TDAH.
Para começar, a criança deve ouvir, entender e anotar corretamente o dever de casa em seu caderno. Com a ajuda do professor, a criança deve saber quais itens (caderno, livro, apostila, etc.) ela deve levar pra casa e quais devem ficar na escola, caso haja essa possibilidade.
Quando chegar em casa, a própria criança deve dizer aos pais se o professor enviou tarefa para fazer em casa. Caso isso não aconteça, os pais devem checar a agenda e/ou o caderno da criança para ver se há alguma comunicação por parte da escola. Por ser uma tarefa tediosa e difícil para a criança com TDAH, muitas delas escondem o fato de que possuem dever de casa. Nesses casos, a verificação por parte dos pais torna-se mais importante ainda.
O próximo passo é a preparação para realizar a tarefa de casa. Aconselhamos sempre um local arejado, com boa iluminação e livre de barulhos e estímulos externos (como trânsito, outras crianças brincando, música, internet, etc.).
Logo após a preparação, vem a realização do dever de casa. A criança necessita prestar atenção, focar e resistir a distrações, além de um esforço extra para o que considera ser ‘’chato’’ e ‘’tedioso’’. É importante que ela faça o dever de casa com calma para que saia legível. A ajuda dos pais é essencial para que a criança aprenda com a tarefa que está realizando.
Todo o material escolar deve ser arrumado logo após a realização da tarefa. Guardar livros, apostilas, cadernos, folhas, etc., com antecedência é de extrema importância para que a criança não se esqueça de levar para a escola o dever completo.
2 – Atividades externas ajudam no dever de casa?
A televisão tem sido identificada como um dos muitos elementos distratores que causam problemas escolares nas crianças. Enquanto as crianças se aborrecem quando interrompem seus programas favoritos para fazer o dever de casa e/ou outras tarefas menos interessantes, ainda não existem estudos que comprovem o baixo rendimento escolar devido uso excessivo da televisão. Alguns estudos mostram baixo rendimento escolar de crianças que assistem TV até tarde, enquanto outros não mostram relação alguma.
Já as atividades extracurriculares chamam a atenção dos pais devido ao tempo que tomam enquanto as crianças poderiam fazer o dever de casa. Como a maioria das crianças com TDAH tem dever de casa e atividades extracurriculares, pode ser difícil dividir esse tempo em cada atividade. Estudos mostram que crianças que participam de atividades extracurriculares tem melhor desempenho escolar, especialmente se forem atividades que o aluno também pratique na escola. Porém, essa relação se torna ineficaz quando as atividades tomam todo o tempo da criança.
3 – Como posso tornar o dever de casa mais interessante?
Como sabemos, as pessoas com TDAH se entediam facilmente e dificilmente se motivam. Portanto, seja criativo quando for estudar ou fizer o dever de casa. Tente novos métodos de estudo e continue se reinventando.
Alguns relatos de pais de crianças com TDAH incluem a mudança do local de estudo. Por exemplo, em um dia ensolarado, estudar em um parque com pouco movimento, na varanda de casa, em um cômodo diferente, ou mostrar ‘’ao vivo’’ objetos para uma criança que está aprendendo novas palavras. Interpretar cenas históricas, pintar palavras em cartolinas e simular entrevistas também são bons exemplos.
4 – Como ajudar meu filho a se organizar?
Como a maioria das crianças com TDAH, suas mochilas e seus quartos estão frequentemente desorganizados. Dedique boa parte do seu tempo a ajudar seu filho na sua organização pessoal. Provavelmente você terá que ajudá-lo mais vezes do que acha necessário.
Na hora do dever de casa, ajude-o a organizar o material de forma que ele não se perca, assim como quando for arrumar a mochila após a tarefa. O uso de capas plásticas e identificação de matérias por cor são altamente recomendados.
As capas plásticas ajudam na organização do material, além de prevenir que nada se perca nem seja esquecido na hora de levar o dever feito para a escola.
Já as matérias escolares e seus materiais podem ser identificados por cores diferentes. Por exemplo: Se você escolher, junto com a criança, que a cor para matemática será amarelo, então compre (ou encape) um caderno amarelo, use lápis de cor amarelo, encape o livro com plástico/contact amarelo, etc. Assim ficará melhor para a criança se organizar, uma vez que as pessoas com TDAH se orientam melhor pelo estímulo visual. 
5 – Devo dar pausas durante o dever de casa do meu filho?
Como todo caso de TDAH, essa resposta depende de como a criança responde a essa pausa. Caso ela volte da folga normalmente e sem procrastinar, é válida a permissão do intervalo. Porém, se esses pequenos minutos de lazer causam mais problemas que alívio, eles devem ser evitados. Para a maioria das crianças com TDAH, uma simples interrupção pode significar uma enorme dificuldade na hora de voltar a fazer o dever de casa.
Ao invés de interromper o dever de casa, você pode fazer um pequeno ‘’descanso mental’’, dando pontos, ou pequenas recompensas como figurinhas adesivas ou doces. Conforme a criança vê o seu bolo de figurinhas aumentar e os seus deveres de casa feitos, o seu interesse pelas tarefas escolares também aumentará.
6 – Devo castigar meu filho quando ele não fizer o dever de casa?
Fazer o dever de casa já é difícil para a maioria das crianças que tem TDAH, que talvez elas escolhessem serem castigadas. Pais e psicólogos dizem que os castigos, alem de não se mostrarem eficazes, ainda pioram a situação.
Situações como deixar a criança sem jantar, não deixar que ela durma até que o dever seja feito ou bater, simplesmente não funcionam. Professores devem evitar colocar alunos com TDAH de castigo, sem recreio ou hora de almoço ou mandar para casa o dever de casa incompleto como uma tarefa extra.
Essas intervenções podem se mostrar úteis com alunos que não tenham TDAH, mas, com aqueles alunos que tem TDAH, esses métodos simplesmente não funcionam. A criança pode ficar traumatizada, e tarefas simples como terminar um dever de casa, podem se tornar um fardo pesado. Todas as pessoas necessitam de um tempo livre, com a família e com os amigos. Privar a pessoa com TDAH desse tempo livre é emocionalmente debilitante e apenas aumenta os problemas que ela pode ter. 
7 – Como os professores podem ajudar?
Os professores querem que seus alunos sejam vitoriosos e tentam ajuda-los de todas as maneiras. Um encontro com o professor no início do ano para acertar alguns pontos a respeito do seu filho é uma boa opção. Mas lembre-se: Os professores não gostam que você lhes ensine como fazer seu trabalho. Apenas sugira algumas ideias que ele possa aproveitar durante o ano letivo. Aqui vão algumas ideias:
  • Dizer explicitamente quando for hora de anotar a tarefa de casa
  • Anotar tarefa no quadro
  • Ler a tarefa em voz alta
  • Dar as lições usando um livro de tarefas
  • Anunciar em voz alta quando for o dia de entregar o dever de casa
  • Designar um aluno para recolher as tarefas
  • Dar adesivos, pontos, carimbos, etc., como incentivo quando um aluno completar a tarefa
  • Recolher as tarefas antes do sinal
  • Dar aulas usando tabelas/calendários para longas tarefas


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TDAH no Trabalho - Algumas dicas

Escrito por  
TDAH no Trabalho
Algumas Estratégias

Ainda que não existam soluções mágicas, é importante buscar algumas estratégias que possam ajudar a melhorar sua performance no trabalho.
Seguem abaixo algumas dicas:

  • Identifique o horário em que você consegue focar melhor. Use esse tempo para as tarefas mais difíceis e/ou trabalhosas. Não tente desempenhar tarefas quando você está com sono ou cansado. Todo mundo sabe identificar qual é o melhor momento para desempenhar tarefas mais complexas.
  • Caso tenha flexibilidade de horário em sua empresa, avalie a possibilidade de iniciar o expediente mais cedo ou sair mais tarde, quando a maioria dos funcionários não está na empresa, facilitando assim, a sua concentração nas tarefas a serem executadas.
  • Use chat/Messenger sempre que possível. Algumas empresas perceberam que o uso de chats/messengers para escrever relatórios tem se mostrado mais produtivo.
  • Use um cronômetro (timer). Uma peça valiosa para qualquer pessoa com TDAH, o cronômetro ajuda a definir/limitar o tempo de cada tarefa. Por exemplo, estipule 15 minutos para concluir determinada tarefa.
  • Tenha sempre à mão objetos que ajudam a relaxar e que possa utilizar entre uma tarefa e outra, como por exemplo, bolas para massagear, etc. Cadeira confortável, objetos diferentes e estimulantes podem ajudar na sensação de tédio que algumas pessoas sentem entre as atividades.

  • Saia para caminhar por alguns minutos caso você esteja com dificuldades para se concentrar. Diante de atividades longas e repetitivas levantar por um curto espaço de tempo, pode ajudar a recuperar o foco. Permita-se alguns intervalos de tempos em tempos. Pode ser uma volta no quarteirão, ou conversar com um companheiro de trabalho. O importante é limitar o tempo dessa pausa e não passar tempo demais no intervalo. Novamente, usar um alarme sonoro/ vibratório ou outro mecanismo que te traga de volta ao trabalho é uma boa opção.

  • Evite checar seu email constantemente. Verificar a sua caixa de emails frequentemente, pode tornar-se um elemento distrator.
  • Agende reuniões semanais com seu chefe para discutir suas metas e performance. Isto ajuda no seu planejamento e facilita a divisão das suas tarefas em várias etapas consecutivas. Caso não queira uma reunião formal, apenas pergunte informalmente como está o seu trabalho (feedback).
  • Tenha sempre barras de cereais ou chicletes nas suas gavetas. Eventualmente, mascar chicletes ou comer uma barra de cereais diminui a ansiedade entre tarefas monótonas.
  • Considere ter alguém que haja como uma âncora e trabalhe silenciosamente perto de você. Algumas pessoas relatam que têm um melhor desempenho no trabalho quando há um companheiro trabalhando por perto. Ter um colega de trabalho, de confiança, para verificar os possíveis erros de gramática, esquecimentos, etc. pode ser extremamente produtivo. Como forma de agradecimento, ajude-o também em seus projetos/trabalhos.
  • Pratique exercícios. Fazer exercícios libera endorfinas, que fazem com que o seu corpo se sinta bem, e abasteça o cérebro com dopamina, um neurotransmissor necessário no funcionamento do lobo frontal das pessoas que tem TDAH. Andar um pouco e/ou fazer alguns exercícios de alongamento ajudam a recuperar o foco além de prevenir a má circulação.
  • Aproveite o período de experiência no trabalho para testar seu desempenho. Após esse período, você poderá identificar as suas dificuldades e, por tanto, a necessidade de alguma ajuda profissional ou coaching.
  • Crie uma lista de tarefas para cada dia. Uma lista de cada vez, facilita a organização e a memorização. Listas ou agendas extensas podem ser cansativas e disfuncionais.
  • Organize seu local de trabalho. Não deixe papeis espalhados, gavetas entulhadas de materiais que você não precisa. Faça uma lista de pendências e vá resolvendo cada uma passo a passo.
  • Use um gravador ou faça anotações durante as reuniões. É muito comum a pessoa com TDAH esquecer grande parte do que foi dito.
  • Crie rotinas. Embora as tarefas acabem por se tornar automáticas, criando rotinas, terá mais tempo para focar nas questões mais importantes.
  • Considere ter assessoria de uma equipe pedagógica especializada (terapeuta/coach, médico e um consultor financeiro).
  • Administração do tempo Use alarmes/emails para se lembrar de reuniões, ligações, etc. Veja também se a sua empresa usa programas que enviem avisos/emails automáticos, como Outlook, Thunderbird, Google Calendar, Cozi, Task.fm, etc. Como alternativa, você também pode usar alarmes para voltar a fazer uma tarefa, caso tenha dificuldade em fazê-lo.
  • Impulsividade Se você é impulsivo, anote as suas ideias ou o que você quer falar para alguém em um caderno e espere alguns minutos antes de agir. Caso você ainda ache que é a coisa certa a dizer ou fazer, aí sim continue. Cuidado com o que você concorda ou promete fazer. É preciso ficar atento, fazer uma pausa, e pensar antes de responder. Isto poderá evitar acumulo de tarefas além das que pode realizar.

Coaching para TDAH.
Caso seja possível, e você necessite, procure um profissional especializado em coaching.
Existem muitos especialistas em TDAH que podem ajudá-lo a planejar-se e administrar o seu tempo.
Coaching não é terapia. A terapia tende a focar no problema, e o coaching na solução – como resolver o que mais problemas e dificuldades específicos.
Para as pessoas que têm TDAH, o trabalho pode ser um desafio, mas usando algumas estratégias e sendo proativo em relação aos possíveis problemas, é possível superar o transtorno e se obter realização profissional.

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Algumas estratégias Pedagógicas para alunos com TDAH.



Algumas Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH:

Atenção, memória sustentada:

Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas



1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.

2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão... Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.

3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.

4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.

4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.

5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola.

6 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada.

7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.

8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.

9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.



Tempo e processamento das informações



1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa.Clique aqui para ver um exemplo.

2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.

3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.

4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.

5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.

6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.

7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.



Organização e técnicas de estudo



1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.

2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.

3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.

4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.

5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.

6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.

7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.



Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas



1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc.

2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.

3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.



Inibição e autocontrole



1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.

2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.

3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.

4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.



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TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade em crianças e adultos