Olá, este post traz algumas dicas para mamães e papais interagirem com seus filhos através da música. As atividades podem ser aplicadas com crianças típicas também. Estimulação musical é importante para o desenvolvimento humano em geral. A música pode ajudar seus filhos de diversas formas:
Regulação emocional (lembre-se, a música é percebida pelo tálamo, responsável pelas emoções, sensações e sentimentos)
Pensar e sequenciar eventos
Compreender e utilizar linguagem (ex: quando você canta: “palma, palma, palma, pé, pé, pé….”. você usa a ação junto com a canção, o que ajuda a criança ter uma melhor compreensão da palavra que está sendo entoada).
Desenvolvimento motor
Desenvolver a auto-estima
Interagir socialmente
Use música no ambiente:
Coloque uma música durante o jantar com sua família para ajudar o sistema digestivo do seu filho, porque o nervo auditivo termina na língua.
Selecione músicas para criar rotinas durante o dia, pois pode ajudar seu filho a participar de atividades voluntariamente quando ouvi-las. Por exemplo: em escolas é muito comum o uso de músicas para formar filas, lanche, etc. Músicas são mais facilmente gravadas no cérebro, e portanto muito mais fácil de decorar certas regras. Muitos cursinhos preparatórios passaram a adotar a prática de música para memorização de lições.
Músicas calmas e tranquilas para momentos de relaxamento podem ajudar seu filho a se regular, e ajuda no bom sono.
Música para ensinar novas habilidades
Você pode usar música para ensinar habilidade de sequenciamento.
As canções ensinam a criança a aprender as categorias de linguagem. EX: a canção “O velho Mc Donalds”. Outra dica é usar um suporte visual seja figuras dos animais, ou fantoches, ou bichinhos de vinil.
Música e movimento
Use músicas com movimento para ajudar seu filho a melhorar a atenção, habilidades motoras e engajamento.Ex: Serra, serra, serrador… (Folclore popular)Ex: O Poc poc da pipoca pipocando (CD Conversa de Bicho)
Por Michele Senra
Segue abaixo uma relação de algumas dicas que ajudar seu filho ou paciente na estimulação sensorial auditiva:
Os balões são curingas. Adoro brincar com os balões, pois ajuda muito no engajamento. Você pode encher o balão e soltar no ar, ele faz uns giros e ruídos engraçados, eles amam. Outra dica é enchê-lo e colocar em algumas partes do corpo, nomeando e soltando o ar aos poucos. Recentemente, descobri outra forma muito divertida de brincar com balões que é sucesso total. Mas falarei sobre isso em outro momento.
Você pode “criar” um alto-falante com rolo de papel higiênico. A experimentação dessa acústica produzida chama bastante atenção.
Aproveite as vocalizações que a criança faz ritualisticamente e transforme em canto. Mude a tonalidade e as vogais. Acredite eles acompanham.
Trabalhe intensidade com os instrumentos, com movimentos suaves e movimentos rápidos. Ou use bolinhas com guizos e compare com as que não tem guiso, para dar a noção do que produz som e do que produz silêncio.
cante canções que estimulem o uso do movimento, associando a ação com a palavra. Exemplo: Palma, palma, palma; Pé, pé, pé…
Brinque de esconde-esconde. Use lenços transparentes. Esconda objetos. Brincadeiras de “achou”.
Estimule a audiação de seu filho. Faça brincadeiras para descobrir o som. Por exemplo, grave sons de animais, objetos e natureza, coloque-o para ouvir com uma discriminação visual (pode ser objeto, animais de brinquedos ou figuras). Incentive seu filho a apreciar música de qualidade.
Letramento: transcende a alfabetização, isto é, vai além da pura decodificação dos signos, possibilitando compreender e usar a informação em diferentes contextos. Informacional: refere-se ao universo da informação. Abrange as diversas fontes (impressas e digitais) e canais de informação no ciclo de produção, uso e comunicação da informação. Letramento informacional é a capacidade de lidar com a informação, que abrange a identificação da necessidade de informação, o acesso eficaz e eficiente, o uso ético, a produção e comunicação da informação. https://www.facebook.com/eadnoface
Novos genes identificados provocam outras alterações neuropsiquiátricas
Genética: o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade pode estar relacionado com outras doenças neuropsiquiátricas (Polka Dot/Thinkstock/VEJA)
Pesquisadores canadenses identificaram novos genes relacionados ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Desenvolvido em parceria pelo Hospital for Sick Children (SickKids) e Universidade de Toronto, o estudo indica ainda que esses genes têm ligação, também, com o autismo. A pesquisa foi publicada na edição on-line do periódico Science Translational Medicine.
Segundo o levantamento, os genes do TDAH estariam relacionados ainda a outras condições neuropsiquiátricas, como as desordens do espectro autista (DEA) – entre elas, o autismo e a síndrome de Asperger. Durante a pesquisa foram usados microarrays, ou chips de DNA, uma técnica experimental da biologia molecular que se caracteriza por lâminas de vidro nas quais segmentos de fita-única são fixados e imobilizados de forma ordenada e em áreas específicas. Na lâmina, cada célula de sonda contém milhões de cópias de um determinado transcrito, ou um segmento gênico em particular, que pode posteriormente ser identificado.
Os cientistas procuraram, então, por variantes no número de cópias (CNVs), que são inserções ou exclusões que afetam os genes, no DNA de 248 pacientes que não foram relacionados ao TDAH. Em três das 173 crianças das quais o DNA de ambos os pais estava disponível, eles encontraram CNVs espontâneos, que ocorrem quando os pais não são afetados - as mutações são novas apenas para a criança. CNVs raros que foram herdados de pais afetados foram encontrados em 19 dos 248 pacientes.
Dentro do grupo de CNVs herdadas, os pesquisadores descobriram alguns dos genes que haviam sido previamente identificados com outras condições neuropsiquiátricas, incluindo DEA. Para explorar essa sobreposição, testaram um grupo diferente para CNVs. Eles descobriram, então, que nove das 349 crianças no estudo que haviam sido diagnosticadas previamente com DEA, carregavam CNVs relacionados com o TDAH e outras desordens. Conclusões – A descoberta dos pesquisadores sugere que alguns CNVs que desempenham um papel causal no TDAH, também demonstram genes de suscetibilidade comum no TDAH, no DEA e em outras desordens neuropsiquiátricas. “Como DEA, casos de TDAH são em grande parte únicos”, diz Russell Schacar, um dos coordenadores do estudo. “Pessoas carregando o mesmo CNVs podem ter sintomas diferentes, já que o risco não é sempre o mesmo”, diz.
De acordo com o estudo, a maioria dos indivíduos com TDAH também têm ao menos uma outra condição, como ansiedade, problemas de humor, desordens de conduta ou linguagem. Mais de 75% das pessoas com DEA também têm TDAH. “Muitos desses problemas associados provavelmente surgem do fato de que eles estão compartilhando o risco genético para diferentes condições”, diz Schachar.
De acordo com Stephen Scherer, coautor do estudo, os pesquisadores, em geral, não tendem a olhar através dos distúrbios com muita frequência, vendo neles diferentes sinais. “Esse método, talvez, seja uma das descobertas mais excitantes na genética neuropsiquiátrica e pode começar realmente a redefinir como pensamos sobre essas condições neuropsiquiátricas”, diz.
Para Schachar, esses são provavelmente os fatores genéticos que aumentam o risco para vários tipos de distúrbios neuropsiquiátricos. “É um enorme desafio para nós descobrir o que leva a um caso de TDAH e o que leva a um caso de DEA. Existem muitas possibilidades diferentes para explicar por que riscos comuns podem se manifestar em diferentes tipos de doenças" diz. Os pesquisadores esperam agora que novas investigações sejam realizadas para determinar essa relação de causalidade. Leia também: Déficit de atenção: 8 sinais aos quais os pais devem ficar atentos 16 perguntas para entender o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade http://veja.abril.com.br/noticia/saude/genes-do-tdah-estao-relacionados-com-autismo
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) causa desatenção, impulsividade e hiperatividade, prejudicando o convívio social do indivíduo e a ele mesmo por levar a dificuldades emocionais, baixo desempenho escolar e problemas de saúde mental.
Esse transtorno é descoberto, geralmente, na infância, mais precisamente na fase escolar e na maioria dos casos persiste até a fase adulta. Embora essa criança tenha uma inteligência normal ou acima da média, ela tem problemas de aprendizado e comportamento, por isso é importante saber lidar com a situação em casa, creche ou escola e ficar atento ao isolamento, a criança fica preocupada em entender porque é incapaz de realizar certas atividades, levando a um estado de estresse, baixa auto estima e tristeza.
Um dos principais fatores é a hereditariedade, quando um dos pais tem TDAH, a chance dos filhos terem é dobrada, caso o pai e a mãe tenha a síndrome, as chances aumentam para oito vezes. Outro fator seria problemas na gravidez ou durante o parto, ou até sequelas de acidentes deixando lesões no lobo frontal.