sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
TDAH atinge mais os meninos: entenda o distúrbio
um a cada três a cinco garotos têm a desordem
| Foto: Getty Images |
Para haver o diagnóstico do déficit de atenção e hiperatividade, são necessários, no mínimo, seis sintomas combinados nas três bases que sustentam o TDAH: a desatenção, a impulsividade e a hiperatividade.
"A desatenção é mais comum nas meninas. É quando a criança perde as coisas, custam a terminar as tarefas, é desorganizada ou evitam atividades que precisam de atenção contínua. Muitas delas ouvem dez vezes que têm que fazer uma tarefa, mas não fazem porque esquecem. São crianças que não têm planejamento", explica a professora da Faculdade de Medicina da PUCRS e especialista em psiquiatria infantil Gibsi Rocha.
Outros sintomas de hiperatividade ou impulsividade, mais comum nos meninos, são não conseguir ficar quieto, atrapalhar a aula por responder uma pergunta do professor antes dele terminar, falar muito ou interromper as pessoas. "Esse é o chato, que prejudica os outros, e é o que os pais conseguem tratar mais porque ninguém aguenta. O desatento prejudica a si", justifica Gibsi Rocha.
Segundo a especialista, pesquisas mostram que uma em cada 20 crianças têm TDAH, e que os meninos sofrem mais com o distúrbio. "Estudos dizem que para cada três a cinco meninos, um tem TDAH. E se não forem tratados na infância, há grande associação de depressão, ansiedade e envolvimento com drogas e álcool na fase adulta", finaliza a psiquiatra.
Dislexia em crianças: saiba o que é e como identificar os sintomas
ASSUNTOS: Educação dos filhos, Crianças
Por Bruna Capistrano
Distúrbio de aprendizagem específico na área da leitura, escrita e soletração: isso é a dislexia, problema que é detectado mais facilmente nas crianças em início de alfabetização mas que dão alguns sinais desde a infância.
Conversamos com a psicopedagoga e fonoaudióloga Regina Ester Sabença, que explica quais são os sintomas, como identificá-los e agir com a criança disléxica. Confira:
distúrbio é mais visível no começo da alfabetização
| Foto: Getty Images |
Distúrbio de aprendizagem específico na área da leitura, escrita e soletração: isso é a dislexia, problema que é detectado mais facilmente nas crianças em início de alfabetização mas que dão alguns sinais desde a infância.
Conversamos com a psicopedagoga e fonoaudióloga Regina Ester Sabença, que explica quais são os sintomas, como identificá-los e agir com a criança disléxica. Confira:
- 1O que é a dislexia?As crianças que sofrem de dislexia têm enorme dificuldade para copiar textos do quadro negro, formar palavras e escrever textos. "É importante observar quando ela começa a ter um nível de rendimento escolar diferenciado dos colegas. A criança se torna diferente no sentido de ser mais lenta durante as atividades, não conseguindo acompanhar os amigos nas atividades. Ela não consegue terminar as tarefas dentro do tempo estabelecido na sala de aula, e não consegue anotar o dever de casa que é passado no quadro negro. Fora a questão especificamente de decodificação, de armazenamento e assimilação de todo esse conteúdo", explica a especialista.
- 2Quais são os sintomas?Além dos sintomas que são observados quando a criança entra na fase de alfabetização, por volta dos 7 a 8 anos, ela começa a dar alguns sinais na primeira infância. "São crianças muito dispersas, têm dificuldade de aprender e memorizar o alfabeto, fazer rimas, e na orientação espacial e temporal. Nesse momento, não se pode falar ainda em dislexia, mas são dados iniciais. Só começa a ter certeza do distúrbio na alfabetização e acesso à leitura escrita", afirma Regina Ester Sabença.
- 3É penoso para a criança ler e escrever: não os culpeUm dos fatores que os especialistas mais ressaltam é a visão deturpada de muitos pais, amigos e familiares sobre as atitudes da criança disléxica. "É importante dizer que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, a dislexia não é resultado de uma má alfabetização, desatenção ou desmotivação escolar", salienta Sabença. Segundo ela, o distúrbio não tem qualquer relação sócioeconômica ou de baixa inteligência. "Dislexia tem base neurológica com uma incidência expressiva de fator genético. Por isso, deve ser investigada tão logo são observados os primeiros sintomas", reforça.
- 4Compreensão de textos é o problemaO distúrbio não afeta a criança somente nas matérias relacionadas à escrita, como o português e línguas. Matemática, ciências, geografia e outras matérias também são penosas para essas crianças. "Em todas essas disciplinas existe o código linguístico. Se a criança tem dificuldade em decodificar e entender os sons e as palavras, ela vai levar isso para as outras disciplinas. A dificuldade envolve todo conteúdo escolar", salienta a psicopedagoga.
- 5Como acontece a dificuldade para o disléxicoA criança tem uma dificuldade muito grande na decodificação dos sons linguísticos. Isso significa que, ao ler uma informação, ela não armazena e nem decodifica o sentido. "Na palavra "sapato", por exemplo, ela não decodifica os sons até o final. É como se a ordem auditiva ficasse conturbada. Na escrita, ela faz uma aproximação semântica. Se a palavra "sapato" pra ela é comum, quando não conseguir ver a decodificação até o final, ela pega o radical "sapa" e então faz o fechamento que quiser, podendo ser "sapato", "sapatilha", "sapateiro", lendo de acordo com o que ela entender. Isso interfere não só na leitura, mas de forma muito significativa também na compreensão", relata Regina.
- 6Como os pais podem ajudar a criança disléxica"A família tem que ficar atenta aos sintomas e começar a fazer uma investigação na própria escola. Entender por que seu filho está atrasado em relação aos colegas, por que ele sempre leva tarefas de sala de aula para casa, por que fica desmotivado. A criança se sente diferente e passa a achar que não é bom aluno. Mas a dislexia não passa pela inteligência, pois a criança pode ser inteligente de outras formas. É importante que os pais desmitifiquem o distúrbio e não culpem a criança por isso", afirma Regina Sabença.
Ler para os filhos é uma das atividades que mais ajudam a criança na compreensão dos conteúdos, assim como conversar bastante, fazer perguntas e esperar com calma suas respostas. A conversação, segundo Regina, também é um ponto positivo para trabalhar a dislexia. - 7Tratamento da dislexia não é para sempreÉ importante que o distúrbio seja tratado mais cedo possível. É que a partir de métodos utilizados no tratamento com uma equipe multidisciplinar, envolvendo a escola, a fonoaudiologia, neuropsicologia, psicologia e psicopedagogia, o cérebro consegue criar métodos próprios para cumprir suas atividades e adaptar-se ao problema.
"E a dislexia é observada como uma comorbidade, associada a outro quadro como déficit de atenção. São dois transtornos juntos. Na dislexia o tratamento é terapêutico e não requer medicamentos, diferente do que acontece nos quadros de déficit de atenção com ou sem hiperatividade", explica. Isso quer dizer que o melhor trabalho com a criança disléxica é a tríada família, escola e terapia, mas que seu cérebro vai se adaptar. "É como dizemos: a mochila é mais pesada mas não impede que a criança possa carregá-la. É mais difícil, mas ela consegue.".
terça-feira, 8 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
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