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segunda-feira, 3 de março de 2014

Como ensinar Disléxicos?

O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?

Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.
Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.
Com relação à interação social, crianças com TGD apresentam dificuldades em iniciar e manter uma conversa. Algumas evitam o contato visual e demonstram aversão ao toque do outro, mantendo-se isoladas. Podem estabelecer contato por meio de comportamentos não-verbais e, ao brincar, preferem ater-se a objetos no lugar de movimentar-se junto das demais crianças. Ações repetitivas são bastante comuns.
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento também causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa aparente e acessos de agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo.
Com relação à comunicação verbal, essas crianças podem repetir as falas dos outros - fenômeno conhecido como ecolalia - ou, ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.
Como lidar com o TGD na escola?Crianças com transtornos de desenvolvimento apresentam diferenças e merecem atenção com relação às áreas de interação social, comunicação e comportamento. Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária.
Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social são atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na aprendizagem da autorregulação.
Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança. Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como 'porto seguro' e encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.
 http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/transtornos-globais-desenvolvimento-tgd-624845.shtml

domingo, 2 de março de 2014

O que é Ansiedade?


O que é Ansiedade?
O termo "ansiedade" tem várias definições nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo, entre outros.

Levando-se em conta o aspecto técnico, devemos entender ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia, ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade, e que tornar-se... patológico, isto é, prejudicial ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).

A ansiedade estimula o indivíduo a entrar em ação, porém, em excesso, faz exatamente o contrário, impedindo reações.

Causas
Os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida.

A pessoa pode se sentir ansiosa a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente ou pode ter ansiedade apenas às vezes, mas tão intensamente que se sentirá imobilizada. A sensação de ansiedade pode ser tão desconfortável que, para evitá-la, as pessoas deixam de fazer coisas simples (como usar o elevador) por causa do desconforto que sentem.

Sintomas de Ansiedade
Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Eles aparecem como:

Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar)
Sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer
Preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho
Medo extremo de algum objeto ou situação em particular
Medo exagerado de ser humilhado publicamente
Falta de controle sobre pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade
Pavor depois de uma situação muito difícil.

Tratamento de Ansiedade
Existem três tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade:

Medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica)
Psicoterapia com psicólogo ou médico psiquiatra
Combinação dos dois tratamentos (medicamentos e psicoterapia).
A maior parte das pessoas com ansiedade começa a se sentir melhor e retoma as suas atividades depois de algumas semanas de tratamento. Por isso, é importante procurar ajuda especializada na unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce e preciso da ansiedade, o tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo são imprescindíveis para obter melhores resultados e menores prejuízos.


http://www.minhavida.com.br/saude/temas/ansiedade

Como identificar TDAH


https://www.facebook.com/pages/Espa%C3%A7o-Psique/455055977911361

PROBLEMAS FAMILIARES DURANTE A INFÂNCIA PODEM AFETAR O DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO


Uma pesquisa revelou que a exposição a problemas familiares durante a infância e início da adolescência afeta o desenvolvimento do cérebro, o que pode levar a futuros problemas de saúde mental.

Liderado pelo psicólogo Nicholas Walsh, o estudo utilizou a tecnologia de imagens cerebrais para escanear os adolescentes com idades entre 17 e 19 anos. Constatou-se que aqueles que experimentaram leve a... moderada dificuldades familiares entre o nascimento e os 11 anos de idade tinham desenvolvido um cerebelo menor — área do cérebro associada ao aprendizado de habilidades, regulação do estresse e controle sensorial e motor.

Os pesquisadores também sugerem que um cerebelo menor pode ser um indicador de risco de doença psiquiátrica no futuro.

O objetivo foi determinar o impacto, em adolescentes então saudáveis, da exposição a formas mais comuns, mas relativamente crônicas, de problemas no núcleo familiar. Estes incluiriam tensão entre os membros da família, abuso físico ou emocional, a falta de afeto ou comunicação entre os parentes, e os eventos que tiveram um impacto prático na vida familiar diária e poderiam ter resultado em problemas de saúde, de convivência ou escolares.

De acordo com Walsh, os resultados são importantes porque a exposição a adversidades na infância e na adolescência é o maior fator de risco para o desenvolvimento de uma doença psiquiátrica no futuro. Além disso, essas patologias são um enorme problema de saúde pública e a principal causa de incapacidade e deficiência das pessoas no mundo.

— Conseguimos mostrar que a exposição a dificuldades familiares, mesmo leve e moderada, pode afetar o cérebro em desenvolvimento. A redução da exposição a ambientes sociais adversos no início da vida pode aumentar o desenvolvimento cerebral e reduzir os riscos de saúde mentais na vida adulta — acrescenta o psicólogo.

A pesquisa analisou 58 adolescentes e seus pais foram convidados a recordar eventos negativos que seus filhos haviam experimentado entre o nascimento e até os 11 anos de idade.

— Sabemos que os fatores de risco psiquiátricos não ocorrem de forma isolada, mas agrupados. Usando uma nova técnica, mostramos como o agrupamento geral de adversidades afeta o desenvolvimento do cérebro— esclarece o cientista.

Os pesquisadores também descobriram que aqueles que as crianças que tinham experimentado problemas familiares eram mais propensas a ter uma doença psiquiátrica diagnosticada, tinham um dos pais com distúrbio de saúde mental e percepções negativas de como sua família funcionava.

Página fonte da reportagem: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/02/problemas-familiares-durante-a-infancia-podem-afetar-desenvolvimento-do-cerebro-4425655.html
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sábado, 1 de março de 2014

Adaptação Curricular

http://mathernaassessoriapedagogica.wordpress.com/2014/02/27/adaptacao-curricular/



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Cada escola faz seu planejamento e se organiza de acordo com o conhecimento que se deseja que o aluno construa.
No entanto, sabemos que a sala de aula, é um ambiente de diversidade. Nenhum aluno é igual ao outro. Cada um possui suas peculiaridades, além de possuírem habilidades e dificuldades distintas.
Desta forma, as atividades previstas devem ser planejadas para atender a todos.
É necessário que se tenha um olhar diferenciado para que o professor consiga fazer uma boa observação e identificar as necessidades de seus alunos.
Uma vez essas necessidades sinalizadas cabem ao professor elaborar a forma de planejar suas atividades para que o conteúdo proposto chegue ao aluno de forma mais natural e funcional.
E como fazer isso?
As atividades devem ser significativas, devem ter algum contexto na vida do aluno.
Por exemplo:
Aluno: João, Deficiente Intelectual, 8 anos, não alfabetizado.
Meta: Conhecer e identificar as letras do seu nome.
Pensando neste caso:
O que valeria João aprender todas as letras do alfabeto se em seu nome é necessário compreender apenas as letras J, O e A?
O que valeria João aprender números até o 20, 30 se seu nome tem 4 letras, sua idade é 8 anos e suas mãos tem 10 dedos?
Será que seria útil João saber distinguir o que é letra bastão e letra cursiva?
Vamos pensar?
Diga-me: o que é mais importante?
  • Que o professor dê conta de todas as atividades preocupando-se apenas com a transmissão de conteúdos?
  • Que o aluno não compreenda as atividades em sua totalidade, mas que consiga realizar todos os registros das atividades propostas?
  • Que o aluno não compreenda as atividades em sua totalidade, não consiga fazer todos os registros e na avaliação, consiga uma pontuação mínima necessária?
Ou
  • Que o aluno compreenda a ideia das atividades propostas e consiga demonstrar seus conhecimentos da melhor forma possível, sem se preocupar com registros e avaliações?
O que eu quero dizer?
Que não importa o modo que o aluno transmita seus conhecimentos, se há ou não registros, mas sim, a forma que ele demonstra ter entendido sobre a ideia proposta pela atividade.
É importante respeitar o tempo da criança/adolescente para a realização das atividades propostas, é necessário agir com naturalidade e trabalhar com os demais estudantes sobre as diferenças.
Desmistificar a deficiência evita rejeição ou superproteção e trabalhar com a funcionalidade estimula o aprendizado e cria um clima de colaboração para garantir com sucesso, a inclusão.
É isso.
Forte Abraço
Joana Canfora
Imagem do Filme: “Como estrelas na Terra – Toda criança é especial “- filme indiano de 2007 que trata sobre a dislexia.

2012 - Uma Mensagem de Esperança II / A Message of Hope II (Legendado PT)